Os consumidores gostam do seu logo?

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Em estudo, personalizado para o Ad Age, Coca-Cola, Apple, Target e McDonald’s destacaram-se

Ao longo das décadas, profissionais gastaram milhões para conceder, projetar, atualizar e reimaginar seus logotipos. Fato que faz sentido, dada a quantidade de vezes que os seus consumidores veem uma marca, mesmo em um cenário onde campanhas publicitárias vêm e vão. Porém, o que acontece se as melhores mentes do design — ou seus clientes, quem visualização o produto final — apresentarem uma sensibilidade diferente, quanto aos logos, em relação aos consumidores?

Em pesquisa online, personalizada para o Ad Age, a Morning Consult perguntou a 1296 especialistas em marcas e 2201 consumidores, que não trabalham no marketing, o que eles pensam sobre os logotipos mais famosos atualmente. O estudo constatou algumas coincidências previsíveis, mas também algumas discordâncias surpreendentes.

Por exemplo, entre os profissionais e consumidores, os logotipos de Coca-Cola, Apple, Target e McDonald’s destacaram-se muito bem. Entretanto, enquanto os clientes disseram amar o bebê de Gerber, a marca não esteve entre os top dez dos especialistas. Além disso, os publicitários parecem gostar do pássaro do Twitter muito mais do que a maioria da população — “infantil”, disse um consumidor sobre o logotipo. Confira o infográfico, publicado pelo Ad Age:

 

Top10

(Crédito: reprodução)

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2017/11/08/os-consumidores-gostam-do-seu-logo.html
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O que está em jogo no apetite da Disney?

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As conversas sobre uma eventual compra de parte da Fox e os investimentos em um streaming próprio dão sinais da estratégia do grupo de mídia

Quarteto Fantástico, X-Men e Deadpool: para quem já tem dentro de casa Star Wars, Thor, Guardiões da Galáxia e várias outras franquias de peso nada mal passar a ter os direitos também sobre esses personagens. Esse foi o tom das negociações entre a Disney e a Fox que mantiveram contatos sobre uma possível aquisição de parte da 21st Century Fox pela Disney. Conversas que, segundo a Bloomberg, foram paralisadas após os riscos de uma concentração.

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A compra de alguns ativos da Fox por parte da Disney completaria o império bilionário que a empresa vem construindo no entretenimento

Apesar do desfecho até o momento, a notícia que circulou com maior intensidade nos últimos dias movimentou o mercado de entretenimento. De acordo com informações publicadas em vários veículos econômicos internacionais, a Fox estaria disposta a vender sua divisão de entretenimento e ficaria apenas com as áreas de notícias e esportes. O que estava em jogo, além dos ativos bilionários em termos de entretenimento, era uma decisão estratégica do grupo de se desfazer de ativos para se manter competitivo em meio à concorrência de gigantes como Google, Apple, Facebook e Netflix.

A compra de alguns ativos da Fox por parte da Disney completaria o império bilionário que a empresa vem construindo e que movimenta muitos dólares em licenciamento e bilheteria pelo mundo. Outro ponto importante levantado por sites especializados no Brasil como o CinePOP, por exemplo, é que a possibilidade de licença dos personagens da Fox seria estratégica para a Disney que, em agosto deste ano, anunciou o fim da parceria com a Netflix para criar sua própria plataforma de streaming a partir de 2019.

Marcelo Forlani, sócio-fundador e diretor criativo do Omelete Group, explica que a compra de parte da Fox pela Disney seria a união de todos os grandes personagens do Universo Marvel de volta para a Marvel, sob o guarda-chuva da Disney. “Hoje, a Marvel está com Marvel Studios dentro da Disney, mas tem algumas franquias, como Quarteto-Fantástico e X-Men, que estão embaixo da Fox. Deadpool, uma das maiores bilheterias do ano passado, é outro exemplo disso.”

Segundo Forlani, a concorrente DC tentou criar esse tipo de universo, onde Mulher-Maravilha, Batman e Super-Homem existem e trabalham um com o outro, mas esse sistema não funcionou muito. “Já a Marvel sabe amarrar isso muito bem, com Kevin Feige, que é um maestro de todo esse Universo Marvel nos cinemas. Isso porque ele entende muito de quadrinhos e sabe como costurar todos os heróis com todas as franquias”, assinala.

O movimento da Disney em desenvolver sua própria plataforma de distribuição remete a um outro movimento: a autonomia na produção de conteúdo próprio. “O maior interesse da Disney é aumentar suas chances de ganhos. Hoje, ela apenas comercializa seus conteúdos e a ideia agora é que também possa faturar com a distribuição”, observa Marcos Facó, diretor de comunicação e marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2017/11/08/o-que-esta-em-jogo-no-apetite-da-disney.html

“VAZANTE” MOSTRA A CONTEMPORANEIDADE ARCAICA DO BRASIL ESCRAVOCRATA.

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Ambientado no interior de Minas nos anos 1820, “Vazante” é um retrato denso e real da formação de nós mesmos. O roteiro, escrito pela própria diretora Daniela Thomas e por Beto Amaral, conta a história do fazendeiro Antonio, que ao voltar de uma longa viagem descobre que sua mulher morreu em trabalho de parto. Sozinho, ele busca um novo casamento com Beatriz, ainda uma menina, numa época e num patamar social em que mal se diferenciam os limites entre esposas, gado e escravos.

Com o rigor técnico que sempre caracteriza a obra de Daniela, e uma belíssima fotografia em preto e branco, “Vazante” é um painel histórico-social-antropológico brasileiro travestido de drama familiar. Mostra o Brasil das estruturas humanas apodrecidas, da mercantilização escravocrata, do domínio do poderio elitista das terras improdutivas. Um país arcaico por natureza, submisso e submetido, terreno fértil de violências e traições perpetuadas por estruturas que lutam ferozmente contra mudanças significativas. Onde o fazendeiro Antonio e sua Beatriz são apenas a pequena representação simbólica individualizada de uma ampla tragédia nacional que parece ter entrado em moto contínuo.

Uma preciosidade.

No elenco, Adriano Carvalho, Luana Nastas, Sandra Corveloni, Juliana Carneiro Da Cunha, Roberto Audio, Fabrício Boliveira, Vinicius Dos Anjos, Maria Helena Dias.

Fonte: http://www.planetatela.com.br/critica/vazante-mostra-a-contemporaneidade-arcaica-do-brasil-escravocrata/

Data-Driven Marketing: o que isso tem a ver com seu ROI

O meio digital foi responsável por trazer uma infinidade de dados a respeito dos consumidores. Com isso, as ferramentas para gerenciar esses dados se multiplicaram e as possibilidades também. Nasceu assim, o data-driven marketing, um processo de tomadas de decisões de acordo com o que se sabe sobre o cliente.

No entanto, ainda existem empresas que não conseguem extrair insights relevantes desses dados. Você sabe como utilizar esses dados para que o investimento de seu marketing tenha maior retorno?

A seguir, vou explicar como o data-driven marketing pode melhorar seu ROI através da utilização de dados. Confira!

No que consiste o data-driven marketing?

Para que o planejamento de sua estratégia de marketing tenha sucesso, é importante que ele seja direcionado para aproveitar as melhores opções e rotas possíveis. No data-driven marketing, o processo é, como o nome diz, orientado por dados. Dessa forma, obstáculos e decisões de otimização ou até mesmo de ajuste de campanhas de marketing ganham maior assertividade, afinal, suas decisões serão pautadas por diversas informações sobre o comportamento de seu cliente e de seu mercado.

Para que o data-driven marketing seja um processo eficiente, é importante que todos os elementos estejam funcionando da forma correta. Ou seja, não basta ter acesso aos dados. É preciso que as ferramentas e os processos de coleta e análise aproveitem os dados disponíveis da melhor forma possível.

Como você sabe, o fluxo de informação está cada vez maior e torna-se necessário que as estratégias de sua empresa não se percam em meio a tantos dados, mas os traduzam em ações concretas.

Os benefícios dos dados para sua estratégia de marketing

O primeiro passo para se trabalhar data-driven marketing com qualidade é ter um bom processo de mensuração. Quando sua empresa está armada com as métricas adequadas e um bom sistema, é possível saber se há, de fato, o alcance projetado de cada ação e qual seu impacto para o negócio.

Outro benefício permitido por um marketing orientado por dados é permitir uma mensagem sob medida para seus diferentes públicos e personas. Quanto mais precisos os dados, mais focadas e assertivas serão as ações.

É importante conversar com seus potenciais clientes de acordo com o estágio que eles se encontram na jornada de compra. Ofertas relevantes e personalizadas têm mais chances de sucesso nas campanhas quando você se orienta pelo fluxo de dados disponíveis.

Além disso, as percepções e respostas de seu cliente permitem ajustes e análises constantes.

Por fim, o data-driven marketing oferece perspectiva. Com uma visão ampla e em posse das informações, é possível prever o caminho de seus clientes, comportamento de compra e até mesmo futuras necessidades. Por meio dele, você poderá antever oportunidades valiosas para o seu negócio!

Trabalhando com um ROI preciso de sua campanha de marketing

De acordo com pesquisas, ações de marketing orientadas por dados trazem uma melhora de até 20% em seu ROI. Isso porque os dados podem favorecer que sua empresa melhore seus processos, desde a experiência do usuário até a geração de leads e valorização da marca, entre outras potencialidades.

O retorno sobre o investimento em marketing, diferentemente das métricas de ROI de vendas, não tem foco apenas no fechamento de negócio. Além das vendas, agregar valor à marca também faz parte de ROI de marketing. Tendo isso em mente, muitos especialistas defendem que o ROI de marketing precisa priorizar o valor de um cliente.

O data-driven marketing, apesar de ser uma ferramenta muito poderosa, ainda não é utilizada de forma eficiente por muitas empresas. Estar à frente em relação à coleta e análise de dados pode trazer para sua empresa a vantagem competitiva que ela precisa para obter destaque!

Fonte: http://room33.com.br/blog/2017/11/06/data-driven-marketing-melhora-seu-roi/?utm_campaign=data-driven_marketing&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Amazonificando o varejo brasileiro

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Será que o varejo brasileiro pode aprender com o sucesso da Amazon e sobre como o varejo de outros países está competindo com esse gigante?

Retail Apocalypse. Esse era o clima de um evento sobre tecnologia do varejo em Las Vegas. A ameaça da Amazon era o grande tema. Não é para menos. Nos oito primeiros meses de 2017, 6,3 mil lojas fecharam suas portas nos Estados Unidos. Nove grandes redes declararam falência. As ações de varejistas tradicionais como a Macy’s caíram mais que pela metade no último ano. A lista de vítimas é grande.

As maiores redes de supermercados dos Estados Unidos, presentes no evento, estavam apavoradas com a compra da Whole Foods pela Amazon. O raciocínio é simples: a Amazon acabou com as livrarias, depois com as lojas de eletrônicos, agora com o varejo de moda. Os próximos da lista seriam os supermercados.

Ainda bem que a Amazon ainda não chegou com força ao Brasil, pode pensar o inocente varejista brasileiro. Mas engana-se quem acha que o varejo tradicional brasileiro está protegido. Ele está sob enorme pressão. De um lado têm-se consumidores com hábitos de compra que estão mudando rapidamente buscando uma experiência multicanal com extrema conveniência (frictionless). De outro, temos players de baixo custo ganhando mercado com uma velocidade estonteante. Basta ver o que os atacarejos estão fazendo com os supermercados e como os varejistas de fast fashion estão mudando o mercado de moda.

Se engana também quem acha que a Amazon está parada no Brasil. As ações de varejistas nacionais de e-commerce como o Magazine Luiza, B2W e Via Varejo reagiram muito negativamente a notícias recentes de que a Amazon está contratando agressivamente no Brasil para iniciar a venda de eletrônicos em seu novo negócio de marketplace. A verdade é que, por enquanto, mesmo com a expansão, a Amazon ainda terá uma presença pequena no Brasil. O banco de investimentos UBS estima que a Amazon tenha em torno de 500 funcionários no Brasil. Pouco se comparado com 7,7 mil funcionários da B2W, dona da Americanas.com e do Submarino. É cedo para entrar em pânico, mas não se deve, porém, ignorar a ameaça.

Mas será que o varejo brasileiro pode aprender com o sucesso da Amazon e sobre como o varejo de outros países está competindo com esse gigante? Uma análise detalhada dos cases traz lições importantes.

1. Pensar como uma empresa de tecnologia e não só como varejista

Para competir com a Amazon, tem de se pensar como ela, ou seja, como uma empresa de tecnologia. Inovações como o uso de inteligência artificial para personalização de ofertas ou otimização do sortimento já estão disponíveis para varejistas tradicionais.

2. Precificar com mais inteligência

O principal efeito da entrada da Amazon em um mercado é uma enorme pressão sobre as margens. Varejistas bem-sucedidos adotam uma abordagem mais científica da precificação, melhorando sua percepção de preço, focando o investimento de margem nos produtos importantes para clientes mais sensíveis a preços. Isso passa sem dúvida por um investimento em tecnologia de big data. Estima-se que a Amazon mude 30 milhões de preços diariamente para adequá-los à demanda e à competição. Difícil competir com preços dinâmicos e inteligentes quando a maior parte do varejo tradicional ainda define preços usando Excel.

3. Sortimento mais granular e relevante

Incluindo o seu marketplace, a Amazon disponibiliza um sortimento de mais de 40 milhões de itens para os seus clientes americanos. Para competir, o varejo tradicional precisa garantir que cada uma de suas lojas ofereça os produtos certos de acordo com as preferências de seus clientes específicos. Isso requer mais uma vez tecnologia. Impossível competir com um sortimento tão vasto como o oferecido pelos e-commerces quando a maior parte do varejo tradicional ainda define seu sortimento usando Excel.

4. Colocar o cliente no centro das decisões

O UBS conta como a Fnac, varejista de eletrônicos na França, respondeu com sucesso à entrada da Amazon, com seu programa de fidelidade. Isso permitiu focar nos seus melhores clientes com maior frequência e gasto, além de coletar valiosos dados sobre o comportamento de compra.

Cabe ao varejo brasileiro uma escolha: esperar pelo crescimento da Amazon por aqui ou começar a investir nessas estratégias e colher seus frutos.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2017/11/07/amazonificando-o-varejo-brasileiro.html

7ª Mostra 3M de Arte Digital no Largo da Batata. Arte através de ação de Marketing Cultural

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Patrocínio cultural permite que Artistas apresentem obras inéditas e ocupem a área como ambiente de expressão

Entre os dias 3 de novembro e 3 de dezembro, a 7ª Mostra 3M de Arte Digital vai tomar conta de um dos espaços mais democráticos da zona oeste da capital, o Largo da Batata, no bairro de Pinheiros.
As 150 mil pessoas que circulam diariamente pela região poderão conhecer os trabalhos de Guto Lacaz, Giselle Beiguelman, Maurizio Zelada, Alexis Anastasiou, Gisela Motta e Leandro Lima, totalmente acessíveis e gratuitos, indo ao encontro do propósito da política pública de fomento e distribuição de arte e cultura brasileiras.

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O catálogo da exposição, com informações completas sobre as obras, artistas, e o programa pedagógico contarão com recursos interativos e poderão ser acessados através de dispositivos móveis por meio do aplicativo do evento ou do endereço http://www.mostra3mdeartedigital.com.br. A página oficial da mostra no Facebook e o perfil no Instagram também manterão o público conectado às novidades e acontecimentos.
A 7ª Mostra 3M de Arte Digital é realizada com recursos da Lei Rouanet e produzida pela Elo3, com o patrocínio da 3M.

Novos talentos de videoarte também serão revelados.Outra novidade para o público visitante é o container.art, espaço dedicado aos novos artistas da videoarte.
Dentro de um container, montado no meio do Largo, uma sala de exibição terá programação diária das 9h às 18 horas com obras de jovens artistas pré-selecionados por uma comissão julgadora.
Marketing Cultural
O incentivo à cultura no Brasil sofre de escassez de recursos disponíveis por parte do poder público e, com isso, o investimento em marketing cultural se torna um diferencial de mercado, sendo um meio alternativo de atingir o público-alvo, cada vez mais distante das mídias tradicionais, como jornais impressos, TV, rádio ou revistas, criando uma identidade de proximidade de acordo com os interesses pessoais do consumidor.
O objetivo principal das empresas que investem em marketing cultural não deve ser a divulgação direta da marca e sim, diferenciar-se de seus concorrentes com uma ferramenta do plano de comunicação expandido, que resulta em proximidade e afetividade com o público-alvo de diferentes formas, facilitando a conexão como socialmente responsáveis, por exemplo, uma vez que o apoio a projetos que dialogam com os valores da marca, eleva a interação entre as pessoas e a empresa.
O investimento em ações de marketing cultural que garantam a sustentabilidade é um bom negócio para todos: para a sociedade e também para a empresa, que a curto e médio prazos, se fixa no mercado de forma diferenciada.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/patrocinado/elo3/2017/10/24/7a-mostra-3m-de-arte-digital-ocupa-o-largo-da-batata-com-arte-interatividade-e-diversao-atraves-de-acao-de-marketing-cultural.html

Terra de gigantes

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Velocidade de conexão, conteúdo e força da marca serão fatores preponderantes de decisão no novo ambiente de negócios que se forma para as teles

Em meados de outubro, Meio & Mensagem publicou, em sua edição impressa, o primeiro capítulo de seu já tradicional Especial CEOs. Este é o segundo ano em que o conteúdo é editado no formato de uma série especial de reportagens, concebida para gerar insights e compartilhar informações importantes para quem, nesta época, tem a tarefa árdua de determinar todo o planejamento para 2018.

Imbuídos dessa missão, nossos repórteres e editores foram a campo para retratar em profundidade oito dos principais setores da economia nacional, construindo um cenário de mercado para os próximos anos, com base nos investimentos projetados para a expansão do negócio, para a comunicação e a inovação. Cada uma dessas edições traz como principal destaque entrevista exclusiva com o executivo- chefe de uma empresa líder do setor — nas anteriores, já publicamos as opiniões dos presidentes da Johnson & Johnson, Andre Mendes, da Cielo, Eduardo Gouveia, e da Raia Drogasil, Marcílio Pousada.

O quarto capítulo desta temporada 2017 do Especial CEOs é dedicado às telecomunicações, uma indústria que, assim como os bancos, carrega a imagem de maldita, porém necessária. Tal percepção pública é fruto de um misto de duas décadas de serviços ruins e descaso no atendimento ao consumidor, mas não se pode ignorar nessa equação o resquício do processo de privatização do setor, sempre atacado, especialmente em anos de eleições, por quem defende a presença robusta do Estado na economia.

A relação com os consumidores ficou tão estremecida que, mais do que o melhor serviço oferecido por uma concorrente, o ódio pelo tratamento recebido de sua operadora virou a principal motivação para um cliente trocar de prestadora de serviço. Um rápido exercício de evolução do ambiente de negócio para as teles leva a crer que, em breve, haverá oportunidades para essa relação ser regida pelo amor. Velocidade de conexão, conteúdo e força da marca serão os fatores preponderantes de decisão nesse novo ambiente, desenhado a partir das mudanças de comportamento do consumidor, que passa cada vez mais tempo com o smartphone nas mãos, não falando, mas teclando.

Oportunidades de ganhar as pessoas pelo coração também surgirão a reboque da tecnologia 5G e vêm sendo estudadas e mapeadas com afinco, já que as teles não podem se dar ao luxo de perder o protagonismo desse processo. Escoladas com os erros do passado e assistindo rodarem em suas redes as marcas mais pops do século 21 (Google, Facebook, Uber, Netflix, YouTube, WhatsApp), sabem que o investimento em estrutura precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento da experiência do usuário — ou arcarão com os riscos de tal negligência, que, neste caso, podem ser traduzidos no fluxo de bilhões de dólares indo para bolsos alheios.

Nessa jornada, o setor passará por grandes transformações. Globalmente, o principal indicador é a compra da Warner pela AT&T, unindo conteúdo, programação e rede sob um mesmo guarda-chuva, e a do Yahoo pela Verizon. Nacionalmente, o mercado ainda conta com uma consolidação envolvendo pelo menos um dos quatro grandes players.

A análise de um setor com tamanha complexidade a condicionar seus rumos pede um especialista à altura. O editor de Meio & Mensagem Sérgio Damasceno cobre a indústria desde o final dos anos 1990. O presidente da Claro, Paulo Cesar Teixeira, é o terceiro executivo-chefe das maiores companhias de teles do País que Sérgio entrevistou neste ano — também esteve frente a frente com os CEOs da Vivo, Eduardo Navarro, e da TIM, Stefano De Angelis. De quebra, ainda cobriu in loco, em fevereiro, o Mobile World Congress, maior evento mundial da indústria, em Barcelona. Quando quero me atualizar sobre os desafios das operadoras e sondar sobre o futuro de seus negócios, pego um café e me dirijo à mesa dele. Chego como quem não quer nada e puxo assunto em cima do último acontecimento. Saio sempre com uma aula do setor e sua dinâmica estratégica.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2017/11/06/terra-de-gigantes.html