Arquivo da categoria: Uncategorized

60 erros de português muito comuns no mundo do trabalho

size_960_16_9_bolinhadepapel

Papel amassado: veja 60 deslizes muito frequentes de ortografia, sintaxe, regência e pontuação

A comunicação profissional está infestada de erros de ortografia, sintaxe, regência, pontuação e conjugação verbal. Veja os 60 tropeços mais comuns

Falar e escrever corretamente é obrigatório para se dar bem em qualquer profissão. Além de ter uma redação bem estruturada, é preciso dominar a norma culta do português para ser admitido em qualquer processo seletivo, manter-se empregado e alçar novas posições hierárquicas.

Apesar disso, os tropeços na língua são incrivelmente frequentes no mundo corporativo. E-mails, relatórios, artigos e apresentações estão infestados de erros de ortografia, sintaxe, regência, pontuação e conjugação verbal.

Para Rosângela Cremaschi, consultora empresarial na RC7 e professora de comunicação na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), a insuficiência da educação de base do brasileiro faz com que muita gente ingresse no mercado de trabalho com fortes dúvidas sobre o próprio idioma.

Quanto mais alto o cargo, piores são os efeitos dos “tropeços” para a imagem do profissional, diz Reinaldo Passadori, presidente do Instituto Passadori e especialista em comunicação verbal.

Para não cometer deslizes, é importante cultivar o hábito da leitura de livros, jornais, revistas e sites. Uma revisão cuidadosa e paciente dos seus textos também é fundamental para garantir a sua adequação às regras gramaticais.

Com a ajuda de Cremaschi e Passadori, reunimos 60 erros de português muito comuns no mundo do trabalho. Confira a seguir:

1. “São suficientes” / “É suficiente”

Erro: Cento e cinquenta dólares são suficientes para as diárias no exterior.
Forma correta:
Cento e cinquenta dólares é suficiente para as diárias no exterior.
Explicação:
O verbo ser é invariável quando indicar quantidade, peso, medida ou preço.

2. “Em vez de” / “Ao invés de”

Erro: Ao invés de mandar um e-mail, resolvi telefonar.
Forma correta:
Em vez de mandar um e-mail, resolvi telefonar.
Explicação:
“Em vez de” é usado como substituição, enquanto a expressão “ao invés de” é usada como oposição.

3. “A nível de” / “Em nível de”

Erro: A nível de proposta, o assunto deve ser mais discutido”
Forma correta:
Em relação à proposta, o assunto deve ser mais discutido.
Explicação:
A expressão “a nível de” só está correta quando significar “à mesma altura”. “Hoje, Santos acordou ao nível do mar”. Também podemos usar a expressão “em nível” sempre que houver “níveis”: “Esse problema só pode ser resolvido em nível de diretoria”.

4. “A meu ver” / “Ao meu ver”

Erro: “Ao meu ver, o evento foi um sucesso”.
Forma correta:
“ A meu ver, o evento foi um sucesso”.
Explicação: Não se deve usar artigo nessas expressões, em que o substantivo ver significa “opinião, juízo”: a meu ver, a seu ver, a nosso ver. Também não se usa artigo em estar a par: Estavam todos a par (e não ao par) dos últimos acontecimentos.

5. “Maiores informações” / “Mais informações”

Erro: Para maiores informações, entre em contato com a Central de Atendimento.
Forma correta:
Para mais informações, entre em contato com a Central de Atendimento.
Explicação:
“Maior” é comparativo, portanto não se aplica a esse caso.

6. “A” / “há”

Erro: Trabalho nesta empresa a dez anos.
Forma correta:
Trabalho nesta empresa há dez anos.
Explicação:
Para indicar tempo passado, usa-se “há”. O “a”, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância. (A empresa fica a dez minutos do centro.)

7. “Acerca de” / “a cerca de”

Erro: Na reunião, discutiu-se a cerca de corte de gastos.
Forma correta:
Na reunião, discutiu-se acerca de corte de gastos.
Explicação:
“Acerca de” significa a respeito de. A cerca de indica aproximação. (Ex: A empresa fica a cerca de 5 km daqui.)

8. “Meio-dia e meio” / “Meio-dia e meia”

Erro: A reunião começará ao meio-dia e meio.
Forma correta:
A reunião começará ao meio-dia e meia.
Explicação:
Devemos utilizar a expressão meio-dia e meia sempre que quisermos referir a décima segunda hora do dia mais trinta minutos, ou seja, o meio-dia mais meia hora.

9. “Supérfluo” / “supérfulo”

Erro: Os gastos naquele setor foram supérfulos.
Forma correta:
Os gastos naquele setor foram supérfluos.
Explicação:
Supérfluo significa demais, desnecessário. Embora seja uma palavra que muitas vezes ouvimos, “supérfulo” não existe.

10. “Em mãos” / “em mão”

Erro: O motorista entregou a carta em mãos.
Forma correta:
O motorista entregou a carta em mão.
Explicação:
A segunda opção sempre foi considerada a correta, porém, atualmente, as duas formas são aceitas por alguns dicionários.

11. “Segmento” / “Seguimento”

Erro: O seguimento de mercado mostrou-se propício a investimentos.
Forma correta:
O segmento de mercado mostrou-se propício a investimentos.
Explicação:
Segmento é sinônimo de seção, parte. Seguimento é o ato de seguir. (Ex: O projeto de implantação da ciclovia não teve seguimento.)

12. “Por hora” / “Por ora”

Erro: O diretor afirmou que, por hora, não poderia responder.
Forma correta:
O diretor afirmou que, por ora, não poderia responder.
Explicação:
A expressão “por hora” refere-se a tempo. “Por ora” expressa o sentido de “por enquanto”.

13. “Meu óculos” / “meus óculos”

Erro: Ele havia esquecido seu óculos no restaurante.
Forma correta:
Ele havia esquecido seus óculos no restaurante.
Explicação:
As palavras ligadas ao substantivo “óculos” devem ser flexionadas para o plural.

14. “Onde” / “Em que”

Erro: Participei da reunião onde foram tomadas várias decisões sobre os benefícios dos trabalhadores.
Forma correta:
Participei da reunião em que (ou na qual) foram tomadas várias decisões sobre os benefícios dos trabalhadores.
Explicação:
A palavra onde é um advérbio de lugar e, portanto, só deve ser usada referindo-se a lugar. Em outros sentidos, utilize a expressão em que ou no/a qual.

15. “É proibido” / “É proibida”

Erro: É proibido a entrada de pessoas não autorizadas.
Forma correta:
É proibida a entrada de pessoas não autorizadas. ou É proibido entrada de pessoas não autorizadas.
Explicação:
Deve-se fazer a concordância somente quando o substantivo estiver acompanhado, por exemplo, de artigo, pronome demonstrativo, pronome possessivo.

16. “A prazo” / “À prazo”

Erro: Os produtos podem ser comprados à vista ou à prazo.
Forma correta:
Os produtos podem ser comprados à vista ou a prazo.
Explicação:
Não existe crase antes de palavra masculina. Portanto, deve-se escrever: a prazo, a pé, a cavalo, a bordo.

17. “Vem” / “veem”

Erro: Os gerentes vem ao setor todos os dias e vêem o desempenho dos colaboradores.
Forma correta: Os gerentes vêm ao setor todos os dias e veem o desempenho dos colaboradores.
Explicação: Vem corresponde ao verbo VIR e recebe acento na 3ª pessoa do plural do presente do Indicativo. Veem corresponde ao verbo VER e, segundo o Novo Acordo Ortográfico, não recebe mais acento na 3ª pessoa do plural do presente do Indicativo.

18. “Anexo” / “Anexa” / “Em anexo”

Erro: Encaminho anexo os documentos solicitados.
Forma correta: Encaminho anexos os documentos solicitados.
Explicação: Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere. Ex: Segue anexa a carta de apresentação. Obs: Muitos gramáticos condenam a locução “em anexo”; portanto, dê preferência à forma sem a preposição.

19. “Eminente” / “Iminente”

Erro: Pedro é uma figura iminente na empresa.
Forma correta: Pedro é uma figura eminente na empresa.
Explicação: Eminente quer dizer notável. Iminente significa prestes a acontecer.

20. “Seção” / “Sessão” / Cessão

Erro: A seção dos direitos autorais desta obra criou polêmica.
Forma correta: A cessão dos direitos autorais desta obra criou polêmica.
Explicação: Seção significa divisão de repartições públicas, parte de um todo, departamento. Sessão significa espaço de tempo de uma reunião deliberativa ou de um espetáculo. Cessão refere-se ao ato de ceder.

21. “Aspirar” / “Aspirar a”

Erro: Ele aspira o cargo de gerente nesta empresa.
Forma correta: Ele aspira ao cargo de gerente nesta empresa.
Explicação:
O verbo aspirar no sentido de sorver não admite preposição em sua regência. Aspirar, no sentido de almejar, exige a preposição a.

22. “Online” ou “on-line”

Erro: Haverá um treinamento online para os colaboradores.
Forma correta: Haverá um treinamento on-line para os colaboradores.
Explicação: O “VOLP” – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – registra “on-line” com hífen.

23. “Curriculum” / Curriculo”

Erro: Os candidatos deverão entregar o curriculo no RH.
Forma correta: Os candidatos deverão entregar o curriculum (ou currículo) no RH.
Explicação: Curriculum vitae é uma expressão latina, mas já foi aportuguesada: currículo. Ambas as formas estão corretas: curriculum vitae ou currículo (com acento).

24. “Porque” / “Por que”

Erro: Ninguém soube porque o diretor cancelou a reunião.
Forma correta: Ninguém soube por que o diretor cancelou a reunião.
Explicação: Porque é conjunção e tem a função de unir duas orações coordenadas. Por que é usado em frases interrogativas e, também, aparece nos casos em que puder ser substituído por “pelo qual” ou “por qual razão”.

25. “Este” / “Esse” / “Aquele”

Erro: Na reunião, serão discutidos esses itens a seguir:
Forma correta: Na reunião, serão discutidos estes itens a seguir:
Explicação: Observe a regra: “Estes itens.” (Você ainda irá citar); “Esses itens.” (Você já citou).

26. “Exceção” / “Excessão”

Erro: Para toda regra, há uma excessão.
Forma correta: Para toda regra, há uma exceção.
Explicação: O correto é exceção. Cuidado para não confundir com excesso.

27. “10 a 20 de março” / “10 à 20 de março”

Erro: O curso será de 10 à 20 de março.
Forma correta: O curso será de 10 a 20 de março.
Explicação: Observe que não há artigo combinado com a preposição de; portanto, também não haverá artigo no passo seguinte, estando correto “de tal dia a tal dia”, sem crase.

28. Crase na indicação de páginas

Erro: Os advogados fizeram a leitura da página 5 a 15 do acordo trabalhista.
Forma correta: Os advogados fizeram a leitura da página 5 à 15 do acordo trabalhista.
Explicação: A palavra “página” está implícita após o “à”, o que justifica o acento grave, que indica que há crase (fusão de “a” preposição + “a” artigo feminino.

29. “1,5 milhão” / “1,5 milhões”

Erro: Em 2016, foram gastos no país 1,5 milhões de cartuchos de impressora.
Forma correta: Em 2016, foram gastos no país 1,5 milhão de cartuchos de impressora.
Explicação: A unidade “milhão” só é flexionada para o plural a partir do segundo milhão, ou seja, 2 milhões. Portanto, deve-se observar o número que antecede a vírgula e lembrar que numerais como “milhão”, “bilhão” e “trilhão” devem concordar com esse número.

30. “A todos” / “À todos”

Erro: Bom dia à todos.
Forma correta: Bom dia a todos.
Explicação: Não há crase antes de pronomes indefinidos (muitos, poucos, nenhuma, todos, pouca, alguma).

31. “A partir” / “À partir”

Erro: À partir da próxima semana, não será permitida a entrada sem o crachá de identificação.
Forma correta: A partir da próxima semana, não será permitida a entrada sem o crachá de identificação.
Explicação: Não há crase antes de verbo.

32. “Obrigado” / “Obrigada”

Erro: Obrigado pela ajuda – disse Clara.
Forma correta: Obrigada pela ajuda – disse Clara.
Explicação: “Obrigado” é variável e concorda com a pessoa que fala. A mulher diz “obrigada”. O homem, “obrigado”.

33. “Pagou o engenheiro” / “Pagou ao engenheiro”

Erro: Ao término da obra, a empresa pagou o engenheiro.
Forma correta:
Ao término da obra, a empresa pagou ao engenheiro.
Explicação:
O verbo “pagar” exige dois complementos – um deles acompanhado de preposição (pessoa) e o outro sem preposição (coisa). Assim: Paguei (o serviço) ao engenheiro.

34. “Houve” / “houveram”

Erro: Houveram dois problemas.
Forma correta:
Houve dois problemas.
Explicação:
O verbo “haver” no sentido de existir não tem sujeito, por isso fica sempre na terceira pessoa do singular. “Há dez problemas”, “houve dez problemas”. Vale a mesma regra quando os verbos “haver” e “fazer” indicam tempo: “Faz dois anos que nos encontramos”.

35. “Deve haver” / “Devem haver”

Erro: Devem haver muitas pessoas naquele auditório.
Forma correta: Deve haver muitas pessoas naquele auditório.
Explicação: O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal, ou seja, só é usado no singular. Quando acompanhado de um verbo auxiliar, no caso, “deve”, este também se torna impessoal.

36. “Em baixo” / “Embaixo”

Erro: O documento caiu em baixo do móvel.
Forma correta: O documento caiu embaixo do móvel.
Explicação: Embaixo é advérbio de lugar. Em baixo é adjetivo. (Ex: Falavam em baixo tom.)

37. “Voo” / “Vôo”

Erro: Aquelas pessoas quase perderam o vôo.
Forma correta: Aquelas pessoas quase perderam o voo.
Explicação: O Acordo Ortográfico eliminou o acento circunflexo no primeiro “o” do hiato final “oo”. Assim: voo, zoo, perdoo, abençoo etc.

38. “Estender” / “Extender”

Erro: A reunião se extendeu além do tempo previsto.
Forma correta: A reunião se estendeu além do tempo previsto.
Explicação: O correto é estender, que significa prolongar, alongar, alargar. Extender não existe.

39. “Há dois anos” / “Há dois anos atrás”

Erro: Há dois anos atrás, o contrato foi assinado.
Forma correta: Há dois anos, o contrato foi assinado.
Explicação: É redundante dizer “Há dois anos atrás”, pois o “Há” já dá ideia de tempo decorrido.

40. “Bastante” / “Bastantes”

Erro: Há bastante motivos para a demissão daquele colaborador.
Forma correta: Há bastantes motivos para a demissão daquele colaborador.
Explicação: Bastante/Bastantes é pronome indefinido e deve concordar com o substantivo a que se refere. Na dúvida, faça a substituição por “muito/muitos”. Também pode ser advérbio, mas, nesse caso, permanecerá invariável.

41. “Zero hora” / “Zero horas”

Erro: A decisão entra em vigor a partir das zero horas de amanhã.
Forma correta: A decisão entra em vigor a partir da zero hora de amanhã.
Explicação: O substantivo “hora” concorda com o numeral “zero”.

42. “Horas extra” / “Horas extras”

Erro: O colaborador precisou fazer muitas horas extra.
Forma correta: O colaborador precisou fazer muitas horas extras.
Explicação: “Extra” é um adjetivo, portanto deve concordar com o substantivo a que se refere.

43. “Vir” / “Ver”

Erro: Quando você ver seu extrato, identificará o estorno do valor.
Forma correta: Quando você vir seu extrato, identificará o estorno do valor.
Explicação: Vir é a flexão do verbo VER na 3ª pessoa do singular do Futuro do Subjuntivo.

44. “Interviu” / “Interveio”

Erro: A diretora interviu na decisão.
Forma correta: A diretora interveio na decisão.
Explicação: Interveio é a flexão do verbo intervir na 3ª pessoa do singular do Pretérito Perfeito do Indicativo. Significa interferir, participar, interceder.

45. “Através” / “por meio”

Erro: O cliente soube da alteração através do e-mail.
Forma correta: O cliente soube da alteração por meio do e-mail.
Explicação: Por meio significa “por intermédio”. A locução através de expressa a ideia de atravessar. (Ex: Olhou através da janela.)

46. “Clipe” / “clipes”

Erro: Ele fixou os papéis com um clips.
Forma correta: Ele fixou os papéis com um clipe.
Explicação: Clipe é aquela peça de metal usada para prender folhas. Patenteado na Alemanha, é conhecido como clip (pl. clips) nos países de língua inglesa. No Brasil, deve ser chamado de clipe (pl. clipes).

47. “Responder o” / “Responde ao”

Erro: O gerente não respondeu o meu e-mail.
Forma correta: O gerente não respondeu ao meu e-mail.
Explicação: A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta a alguém, exige a preposição “a”.

48. Vírgula entre sujeito e verbo

Erro: O gerente de marketing, copiou as informações.
Forma correta: O gerente de marketing copiou as informações.
Explicação: A vírgula é um sinal de pontuação que marca uma pausa de curta duração. É usada para separar termos dentro de uma oração ou orações dentro de um período, mas nunca deve ser colocada entre o sujeito e o verbo.

49. “No aguardo de” / “Ao aguardo de”

Erro: Ficarei no aguardo de providências.
Forma correta: Ficarei ao aguardo de providências.
Explicação: Ficamos sempre ao aguardo ou à espera de, nunca no aguardo de ninguém ou na espera de alguma coisa.

50. “Mas” / “Mais”

Erro: Ele é dedicado, mais costuma se atrasar.
Forma correta: Ele é dedicado, mas costuma se atrasar.
Explicação: Mas é conjunção adversativa e significa “porém”. Mais é advérbio de intensidade.

51. “Obrigado” / “Obrigados”

Erro: Muito obrigado! – disseram os homens.
Forma correta: Muito obrigados! – disseram os homens.
Explicação: “Obrigado” deve vir no plural caso se refira a mais de uma pessoa.

52. “Imprimido” / “Impresso”

Erro: Ele havia impresso todos os documentos naquele dia.
Forma correta:
Ele havia imprimido todos os documentos naquele dia.
Explicação:
O verbo imprimir tem duas formas de particípio – impresso e imprimido. Com os verbos ter e haver, deve-se usar a forma “imprimido”, e com os verbos ser e estar, “impresso”. Ex: Os documentos foram impressos naquela máquina.

53. “Precisa-se” / “Precisam-se”

Erro: Precisam-se de motoristas.
Forma correta:
Precisa-se de motoristas.
Explicação:
Nesse caso, a partícula “se” tem a função de tornar o sujeito indeterminado. Quando isso ocorre, o verbo permanece no singular.

54. “Há pouco” / “A pouco”

Erro: Os gestores chegarão daqui há pouco.
Forma correta: Os gestores chegarão daqui a pouco.
Explicação: “Há pouco” indica tempo decorrido. “A pouco” dá ideia de uma ação futura.

55. “Chego” / “Chegado”

Erro: A secretária havia chego atrasada na reunião.
Forma correta:
A secretária havia chegado atrasada na reunião.
Explicação:
O particípio do verbo chegar é chegado. Chego é 1ª pessoa do Presente do Indicativo.(Ex: Eu chego na hora do almoço).

56. “Entre eu e você” / “Entre mim e você”

Erro: Entre eu e você, há uma sintonia de ideias.
Forma correta: Entre mim e você, há uma sintonia de ideias.
Explicação: Eu é pronome pessoal do caso reto e só pode ser usado na função de sujeito, ou seja, antes de um verbo no infinitivo, como no caso: “Não há nada entre eu pagar e você usufruir também.”

57. “Senão” / “Se não”

Erro: É melhor ele comparecer, se não irá perder a vaga.
Forma correta: É melhor ele comparecer, senão irá perder a vaga.
Explicação: Senão significa “caso contrário”. Se não é usado no sentido de condição. (Ex: Se não chover, poderemos sair.)

58. “Deu” / “Deram” tantas horas

Erro: Deu dez da noite e ele ainda não chegou.
Forma correta: Deram dez da noite e ele ainda não chegou.
Explicação: Os verbos dar, bater e soar concordam com as horas. Porém, se houver sujeito, deve-se fazer a concordância: “O sino bateu dez horas.”

59. “Chove” / “Chovem”

Erro: Chove reclamações quando há aumento no preço do combustível.
Forma correta: Chovem reclamações quando há aumento no preço do combustível.
Explicação: Quando indica um fenômeno natural, o verbo chover é impessoal e fica sempre no singular. No sentido figurado, faz-se a flexão verbal.

60. “Chegar em” / “Chegar a”

Erro: Os estagiários chegaram atrasados na reunião.
Forma correta: Os estagiários chegaram atrasados à reunião.
Explicação: Verbos de movimento exigem a preposição “a”.

Fonte: https://exame.abril.com.br/carreira/60-erros-de-portugues-muito-comuns-no-mundo-do-trabalho/
Anúncios

Home office é opção para 55% dos trabalhadores corporativos no Brasil

HOMEOFFICE

O home office é uma prática que vem ganhando espaço no Brasil e que deve crescer ainda mais com a mudança na legislação trabalhista. 55% das pessoas por aqui fazem pelo menos um dia de home office por semana, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Spaces – espaço de trabalho flexível original de Amsterdã, que inaugurou sua primeira unidade no Brasil em junho. A pesquisa foi realizada previamente à chegada da empresa ao Brasil.

Mesmo assim, o home office pode ser um desafio, pois é necessário adaptar o trabalho à rotina da casa. “Nem sempre a pessoa possui a estrutura ou o ambiente necessários para trabalhar de casa todos os dias, o tempo todo. Por exemplo, poucas pessoas têm um espaço propício para uma reunião em casa. Sem contar que existe a questão das outras pessoas que vivem no local, filhos, etc., que podem interromper momentos de trabalho importantes”, comenta Otávio Cavalcanti, diretor do Spaces no Brasil. “Por isso, temos visto que o trabalho remoto tem sido acompanhado, também, de um crescimento na oferta de espaços de coworkings, por exemplo”, acrescenta.

Desafios do Home Office

A demanda por atenção da família é um desafio para 43% das pessoas, enquanto os barulhos da casa, como máquinas de lavar e campainhas, se mostram um incômodo para 40% das pessoas. Outros pontos também podem se tornar empecilhos, como a questão da tecnologia.

image

Trabalho remoto

Para facilitar, muitas pessoas transformam o home office em trabalho remoto, escolhendo outros espaços – 43% dos respondentes brasileiros afirma que, quando trabalham remotamente, escolhem outro ponto da mesma cidade em que funciona o escritório da empresa; 13% deles escolhem locais que ficam no máximo a 20 minutos de suas casas.

image1

Coworking

Globalmente, 7% dos respondentes indicaram escolher espaços de coworking para o trabalho remoto. No Brasil, esse número é mais alto – são 13%. Isso porque, além de oferecerem toda a estrutura de um escritório, de acordo com 57% das pessoas, espaços de negócios (como coworkings) são a chave para networking e socialização e, para 56%, esse tipo de espaço ajuda a manter a produtividade.

“Espaços coletivos de trabalho oferecem um combo: toda a estrutura do escritório, perto de casa e com muitas oportunidades de conhecer novas pessoas, que podem vir a se tornar parceiros de negócios. É claro que trabalhar de casa é uma vantagem, mas nem sempre o ambiente de casa é o ideal para todos os momentos. E, para esses momentos, os coworkings podem ser ótimas opções. Temos certeza de que é uma tendência que deve crescer muito ainda”, finaliza Cavalcanti.

Sobre a pesquisa

O estudo foi realizado pelo Spaces, com 20 mil profissionais em todo o mundo, sendo 900 profissionais do Brasil, de diversos setores: consultoria e serviços, utilities, tecnologia, entre outros.

Fonte: http://adorohomeoffice.com.br/2017/11/16/home-office-e-opcao-para-55-dos-trabalhadores-corporativos-no-brasil/?platform=hootsuite

Quatro coisas que a Puma aprendeu com influenciadores

puma

Fábio Kadow, head de marketing da marca no Brasil, fala sobre a combinação entre atletas, artistas e criadores de conteúdo

O ano de 2014 entrou para a história recente da marca alemã Puma como um divisor de águas em termos de estratégia de marketing digital. A parceria iniciada com a cantora Rihanna possibilitou um processo de aprendizado em focar mais em espontaneidade do que em campanhas tradicionais. Muito do crescimento recente das vendas globais da marca, aproximadamente 17% no terceiro trimestre de 2017, estão associadas a esse movimento.

O posicionamento global se estendeu para a operação no Brasil que desenvolveu parcerias com brasileiros como Ludmilla, Leo Picon, Gabbi Rippi, Rogério Sthanke, Marcio Atalla, Karina Oliani, a criadora do Ballet Fitness Betina Dantas, e diversos jogadores de futebol como Jadson do Corinthians e Moises do Palmeiras. Globalmente, além de Rihanna, a marca vem trabalhando com The Weeknd, Selena Gomes, New York City Ballet, Big Sean, Cara Delevingne, Antoine Griezmann, Buffon, entre outros.

ludmillapuma

A cantora Ludmilla foi eleita embaixadora da marca no Brasil em fevereiro deste ano

De acordo com Fábio Kadow, head de marketing da Puma no Brasil, é normal que, no início do trabalho com Rihanna, fosse natural pensar na cantora como uma garota-propaganda nos moldes tradicionais. Algo que, com o tempo, foi mudando, tendo em vista o processo de aprendizado em se relacionar com ela e a necessidade de construir um relacionamento baseado em cocriação.

“O que buscamos hoje, seja com uma cantora com o a Rihanna ou qualquer outro influenciador que se transforma em um parceiro nosso, é verdade. Com todo cuidado de que as ações não lembrem os modelos tradicionais e levem autenticidade ao público-alvo”, diz Fábio. Segundo ele, a marca entendeu, em seu reposicionamento, o valor do storydoing e o adotou como premissa para nortear a estratégia daqui em diante. O trabalho com os influenciadores se complementa às ações que a marca desenvolve com celebridades e com os atletas de alto rendimento.

puma

A parceria com a cantora Rihanna, em 2014, foi um divisor de água para a Puma

Fábio, que é jornalista de formação e tem passagem por diversos veículos como Vogue e Carta Capital, agências como Nova S/B e Ideal, além de marcas como Avon, conta que o atual momento em relação a influenciadores é o desafio da construção de relacionamentos. “Hoje, leva-se mais tempo para construir uma relação com um influenciador. É preciso conhecer, entender se ele se identifica com a marca. E construir algo junto. Vivemos uma ressaca de um momento de muitas opções. Mas apesar de ser uma ação digital, o processo de escolha precisa ser cada vez mais off-line”, diz Fábio.

E trabalho não deve faltar aos influenciadores da marca nos próximos meses. A Puma comemora, em 2018, o aniversário de 50 anos de um dos modelos mais representativos de sua história, o Suede. Lançado em 1968, o modelo foi um divisor de água para a marca já que reunia elementos da música e da cultura em um momento importante do ponto de vista cultural para o movimento rapper nos Estados Unidos. “Nosso objetivo é lançar, no próximo ano, 50 modelos em processo de cocriação com celebridades, atletas e marcas”, diz Fábio.

O executivo destaca quatro pontos do aprendizado da Puma com os influenciadores:

Athletics - Olympics: Day 9

O equilíbrio entre atletas de alto rendimento, artistas e influenciadores digitais é o mote do novo momento da Puma

Verdade
“Nosso objetivo não é dizer qual tênis é o melhor para cada pessoa, mas criar um ambiente em que o consumidor tenha confiança necessária para tomar sua própria decisão. E quando nos aproximamos dos influenciadores digitais o principal objetivo é justamente o de buscar essa verdade e autenticidade de quem, de fato, gosta e usa a marca”

Relacionamento
“Ainda que as ações sejam feitas no mundo digital, o grande esforço é em conhecer pessoalmente esses influenciadores. Nós o levamos até nosso showroom. Conversamos e entendemos se vai ser algo legal para ambos. Precisa existir cumplicidade. Não é apenas mandar um modelo e ficar por isso mesmo.”

Storydoing
“É muito menos sobre campanhas de publicidade e muito mais sobre produzir conteúdo relevante e ter algo autêntico para contar. E isso é um processo cada vez mais forte dentro da nossa estratégia.”

Respeito
“Influenciadores são pessoas e não mídias. Por mais óbvio que pareça essa distinção é importante deixar claro que a questão aqui é respeitar o estilo, os limites e a essência de cada um dos influenciadores.”

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2017/11/14/quatro-coisas-que-a-puma-aprendeu-com-influenciadores.html

O privilégio que você não vê

Até mesmo a diversidade precisa de mais diversidade para fazer acontecer as três coisas das quais mais precisamos agora: consciência, voz e atitude

O 3 Percent Movement nasceu para discutir a ausência estatística de mulheres na liderança da publicidade, nas salas de trabalho e no conteúdo, ajudou a mudar a relação entre homens x mulheres na direção de criação das agências americanas e hoje, na sexta edição de sua conferência anual, realizada em Nova York no início do mês, busca ampliar perspectivas além do gênero. O movimento foi batizado de 3% porque seis anos atrás apenas 3% dos diretores de criação nos Estados Unidos eram mulheres. O número aumentou a cada ano e hoje chegou a 29%. Faz sentido que seja assim. Até mesmo a diversidade precisa de mais diversidade para fazer acontecer as três coisas das quais mais precisamos agora: consciência, voz e atitude. Não em tempos diferentes. Precisamos delas acontecendo ao mesmo tempo.

É disso que Jill Soloway, escritora e diretora da série Transparent do Netflix falou na The Makers Conference, em fevereiro. Colocando na mesa sua história pessoal, Soloway demonstra como as palavras homem e mulher definem apenas o que nos acostumamos a ser e o quanto precisamos evitar o lugar binário onde elas nos colocam para que tenhamos acesso a novos significados. Foi a consciência adquirida por Soloway enquanto se entregava a sua transexualidade e se descobria não-binária que definiu seu lugar de fala e atitude. Dois de seus trabalhos, I Love Dick (Amazon) e Transparent, provocam novas consciências em relação a referências de gênero e feminismo. O The Guardian disse uma vez que ninguém cria personagens femininas tão originais quando Soloway. É verdade. Jill Soloway cria personagens femininas a partir de sua própria complexidade e a partir da consciência de que existem seres humanos diferentes dela.

Durante a 3% Conference, Torsten Gross, head of strategy da JWT NY, mostrou a sua perspectiva de cadeirante. Ele compartilhou a mudança na sua consciência pessoal e lugar que representa antes e depois do acidente que o fez perder os movimentos de parte do corpo. E como percebeu uma mudança agressiva na maneira como as pessoas se referem a ele – ele sente que passou a ser definido como “o cara da cadeira de rodas”, enquanto evidentemente ele é muito mais do que isso. A fala dele, como a de muitos outros, trouxe para a prática o tema deste ano da conferência: “Além de gênero”. A discussão se ampliou para muito mais do que a conversa sobre homens e mulheres, passando a focar a mudança no status quo e nas práticas históricas da indústria que priorizam poucos grupos sociais e deixam grande parte de fora, diminuindo muito a quantidade de pontos de vista na mesa e impossibilitando o espelhamento da sociedade dentro das agências. “Nós estamos ficando grandes e isso tem deixado muitas pessoas com medo”, afirmou Kat Gordon, fundadora do 3% Movement para o The New York Times.

A consciência sempre foi um vetor de transformação e é muito necessária agora. Cada um de nós, a partir de sua posição, estamos todo o tempo tomando decisões e criando exemplos, referências e conteúdos capazes de acelerar ou não processos de mudança. Do lugar de consciência onde cada um de nós já chegou, precisamos ocupar ainda mais nosso lugar de fala e agir. Fazer todas as pessoas que estavam lá perceberem isso foi algo muito presente na 3% Conference.

Por que tudo isso é tão importante quando falamos de negócios? Porque corporações e marcas são sobre pessoas e precisam dialogar com as transformações do mundo.

 O exercício do privilégio

Luvvie Ajayi, autora do best seller I’m Judging You: The Do-Better Manual e critica de cultura pop, que como Soloway também esteve na The Makers Conference em fevereiro, abriu a 3% convidando diferenças ao palco. Latinos, brancos, negros, jovens, velhos, gays, trans, heteros, homens, mulheres, portadores de necessidades especiais, formaram juntos uma linha, um com a mão no ombro do outro. Em resposta a perguntas que definiam diferentes níveis de privilégio ou dificuldade, cada um dava um passo à frente ou atrás. A cada resposta, as pessoas se aproximavam ou se afastavam umas das outras e menos pessoas permaneciam à frente.

Uma das pessoas mais à frente se colocou como um homem gay asiático e disse que não esperava estar à frente de tantas outras pessoas, ele descobriu que nunca havia se percebido como privilegiado em relação a outras minorias. Minoria, nesse caso, não é uma referência a quantos somos, mas ao quanto estamos sendo representados pelo sistema. Nesse sentido, homens gays asiáticos, mulheres, transexuais, negros, mulheres gays e vários outros grupos, independentemente de seu tamanho, são minorias.

Outra pessoa com a qual conversamos contou o quanto foi forte o momento em que sentiu que sua mão se soltou do ombro de quem estava ao seu lado fazendo com que a conexão se perdesse – uma dessas pessoas ficou para trás e ele sentiu mal ao ter a sensação de que não podia fazer nada para trazê-la para o mesmo lugar que ele estava ocupando. A consciência de que os privilégios nos colocam em posições diferentes uns dos outros e de que só enxergamos o que está ao nosso lado e a nossa frente nos dá a oportunidade de mudar de comportamento. Foi sobre isso que falou uma das pessoas que permaneceu sempre mais à frente que os outros, quando disse que, durante a dinâmica, havia percebido que sua posição de privilégio a impedia de ver quem ficou para trás enquanto quem estava atrás podia ver onde ela estava e sentir a distância.

Os privilégios mantêm menos pessoas à frente vendo menos e mais pessoas atrás, com maior campo de visão e consciência, menor poder de influência e sendo menos consideradas e representadas pelas decisões de quem está na frente. Ao ganhar essa consciência, quem está à frente pode usar sua voz e suas atitudes para mudar o jogo muito mais rapidamente.

3% no Brasil?

Quando ganhamos voz aumentamos nosso poder de influência e somos mais capazes de transformar a realidade. Isso vale para qualquer pessoa, em qualquer lugar em que esteja nessa cadeia de privilégios. Dentro de uma corporação, isso significa que não existe um lugar a partir do qual não possamos agir. Como quem cria e autoriza policies ou como quem abre espaço para uma mulher que foi interrompida dizer o que pensa, estamos influenciando a cadeia de privilégios e diminuindo as distâncias entre as pessoas e das pessoas para o topo do poder.

O nível de consciência que cada corporação e profissionais constrói a respeito de privilégios ajuda a minimizar em muito os conflitos e barreiras para tirar o melhor das pessoas, independente do grupo ao qual ele pertença. Fica muito claro que quanto menos privilégio em relação aos seus próprios privilégios, menos visibilidade as pessoas têm em relação ao todo e, principalmente, em relação àqueles que ficaram pra traz no caminho.

Já foram realizados eventos em outros países como Austrália, Canadá e em muitas cidades nos Estados Unidos. A 3% agora está mirando o Brasil. O País é o segundo público mais importante para o movimento nas suas redes digitais, atrás apenas dos Estados Unidos. Nos últimos dois anos, o diálogo e o conflito, no sentido construtivo, em relação aos temas de gênero e diversidade surgiram e ganharam muita força no mercado brasileiro. Consultorias, coletivos e entidades de classe trouxeram importantes discussões para a pauta sobre gênero, raça, minorias e privilégios e ganharam muito engajamento entre pessoas de todos os grupos sociais na indústria. A participação estruturada da 3% no momento do Brasil contribuirá muito para dar mais voz a diferentes agentes e aumentar o nível de consciência para transformação.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2017/11/13/o-privilegio-que-voce-nao-ve.html

 

Marketing digital: eficaz ou invasivo?

eficaz_ou_invasivo-710x300

Não é mais novidade o crescimento dos e-commerces e o gigantesco investimento em estratégias de marketing digital feito por todas as empresas do mercado. Você já reparou, por exemplo, que volta e meia, quando está usando a internet ou navegando em suas redes sociais, surgem propagandas que “coincidentemente” te apresentam produtos e serviços que você já pesquisou antes? Refletindo sobre isso, comecei a me questionar até que ponto o direcionamento e a personalização das propagandas digitais são vantajosas, e em que momento essas ações começam a ser percebidas como invasão de privacidade.

Um estudo da Ithaca College, em Nova Iorque, trouxe algumas respostas reveladoras para o meu questionamento. Foi percebido pelos pesquisadores que estratégias de marketing direcionadas (como é o caso das que eu citei no parágrafo anterior), geram de maneira geral um efeito positivo na intenção de compra do consumidor, porém esse mesmo efeito é diretamente impactado por o quão específico é esse direcionamento. O estudo demonstrou que as propagandas com abordagens mais amplas, que levam em conta faixa etária, gênero e afins, são justamente as estratégias mais efetivas em gerar uma percepção positiva. Já propagandas hiper personalizadas, direcionadas quase que individualmente à pessoa, tendem a ser percebidas de maneira negativa, gerando inclusive uma redução de 5% na intenção de compra do consumidor.

A autora do estudo, Lisa Barnard, afirma que dados demográficos mais amplos eram mais empregados nas estratégias de marketing, mas que atualmente, com o grande volume de dados pessoais armazenados digitalmente, as estratégias de marketing personalizado têm se tornado mais comuns. A autora ainda reforça: não é porque os dados estão disponíveis, que devam ser utilizados o tempo todo.

Tão importante quanto possuir uma mensagem que se comunique de maneira clara e direta com o público, as marcas precisam estabelecer meios e abordagens de comunicação que não violem o senso de privacidade ou que gerem sentimentos de desconfiança e desconforto no consumidor.

Por isso, é importante entender como suas mensagens estão sendo percebidas pelo seu público. Clique aqui e saiba como podemos ajudá-los.

Fonte: http://www.forebrain.com.br/noticias/marketing-digital-eficaz-ou-invasivo/?utm_campaign=newsletter_-_38&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

A era multiplataforma e o Neuromarketing

1444-710x300

Quando um novo meio de comunicação, ou mesmo tecnologia revolucionária, surge e se fortalece dentro do mercado, é muito comum que as pessoas acreditem haver uma tendência de “matar” o que antes existia no lugar dessas inovações. Vamos voltar um tempo atrás, existem filmes sobre como a transição do cinema mudo para o cinema falado “destruíram” carreiras e até mesmo músicas dos anos 80 que falam como o vídeo destruiu o rádio. Embora essa substituição possa parecer uma certeza, a verdade é que vivemos numa era de comunicação multimodal. Vivemos um período em que muitos acreditam que a internet e os meios de comunicação digital estão facilmente substituindo a televisão, por exemplo, mas o que pesquisas recentes revelam é que a integração desses meios os fortalece mutuamente… o famoso Cross-media.

É aí que damos início a nossa conversa de hoje.  Em tempos de Cross-media e integração de plataformas, surgem duas questões: como as estratégias de comunicação tanto através da televisão quanto através de mídias digitais impactam uma a outra? Como o neuromarketing pode auxiliar as duas na criação de comunicações cada vez mais eficazes para o consumidor?

A televisão segue reinando

A primeira coisa que precisamos entender é que a natureza da televisão favorece a comunicação com o consumidor. Isso acontece principalmente em função de seu caráter imersivo. Assistimos programas, séries e novelas, de maneira mais profunda e sentimos como se fôssemos parte daquilo que assistimos. Essa identificação que acontece entre espectador e conteúdo faz com que ele apresente menos resistência ao que está sendo mostrado, favorecendo as marcas, que criam através da TV estados de necessidade.

Essa é a principal razão pela qual é improvável que outro meio de comunicação “desbanque” a TV em seu alcance.

O digital como aliado

As mídias digitais de forma geral apresentam um caráter menos imersivo do que a televisão. Em termos neurocientíficos, ao navegarmos pela internet nossa atenção é mais do tipo “top-down”, ou seja, sabemos o que estamos procurando e buscamos ativamente por isso. Em oposição, a TV acontece de uma maneira mais passiva e muitas vezes os circuitos cerebrais ativados são mais do tipo “bottom-up”, ou seja, os conteúdos exibidos acabam por roubar nossa atenção, de maneira mais automática.

Isso não significa que estratégias de comunicação que unem as duas plataformas não podem acontecer. Muito pelo contrário, devem!

Onde entra o neuromarketing

As mídias podem ser diferentes, mas o inconsciente do consumidor é o mesmo. Da mesma maneira como as técnicas de eye-tracking, eletroencefalograma e avaliações da resposta emocional do consumidor podem ser aplicadas às comunicações de TV para revelar o desempenho implícito da publicidade, elas também podem ser aplicadas a diversas mídias digitais. Um estudo recente revelou, por exemplo, a maneira como certos formatos de marketing digital impactaram o consumidor através da tecnologia do eye-tracking.

Estabelecer uma comunicação eficiente e amarrada diante das diversas mídias, é um caminho interessante para que as marcas se beneficiem do melhor que as várias plataformas têm a oferecer!

Fonte: http://www.forebrain.com.br/noticias/a-era-multiplataforma-e-o-neuromarketing/?utm_campaign=newsletter_-_38&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

A praga do marketing invasivo

banner_background_multicanalipopba-iStock-583815090

O problema não está com os clientes, isso eu tenho certeza. O quanto antes essa discussão se iniciar melhor para todos

Levante a mão quem nunca recebeu uma ligação invasiva de telemarketing em casa! É impressionante que na era do “Match” ainda existam ações “Olá aqui é o….”, as tais ligações pré-gravadas que algumas empresas utilizam para atrair clientes (ou criar inimigos?). Essas ações, ditas de marketing, têm sido caracterizadas como “marketing invasivo” (excelente esta categorização!), e têm tido um aumento exponencial no número de ocorrência e de reclamações nos órgãos competentes.

Gostaria de explorar um pouco o porquê de marcas e empresas escolherem este tipo de atividade dentro do seu marketing mix. Vamos lá!

Atualmente, o consumidor urbano é cada vez mais um ser difícil de ser encontrado e, por consequência, iniciarmos um relacionamento comercial. Seja pela insegurança, falta de tempo, gadgets digitais ou por falta de interesse mesmo, as marcas têm muito mais dificuldade em entrar em contato com prospects ou clientes atuais. Neste contexto já difícil é muito complexo acreditar que algum gestor de marca intencionalmente escolha a ferramenta de se comunicar com seus clientes atuais e futuros através destas ações invasivas. Mas existem!

Conheço relatos de marcas que entram em contato com seus clientes mais de cem vezes, na maioria dos casos para tentar obter pagamentos atrasados ou informações. Nestas ocasiões, entendo que os gestores de marcas são co-responsáveis por estas ações porque, na maioria delas, são ações realizadas por empresas terceirizadas que se utilizam dos mais diversos meios para atingir os seus objetivos. Uma ligação de telefone ainda é muito barata e os dados telefônicos são facilmente obtidos e gerenciados. Não concordo, mas entendo.

Agora, quando estamos falando na captação de novos clientes, será que realmente existem gestores de marcas que acreditam que estas ações são benéficas e criam um relacionamento com potenciais clientes? Iniciam um storytelling? Criam empatia para as marcas? Eu duvido.

Em vários estados do Brasil ainda não existem normas locais de como as marcas podem e devem se comunicar com seus prospects via telefone. E se com o “antigo telefone” estamos nesta situação, imaginem em relação aos seus dados digitais? Esta discussão precisa acontecer em benefício das marcas que atualmente, “desesperadas” pela crise econômica, realizam qualquer atividade que potencialmente tenham algum resultado. Alguém conhece os resultados destas ligações invasivas? Por favor, me conte. Nunca escutei mais do que os cinco segundos iniciais (e fiquei os próximos minutos pensando no desespero da referida marca!). Em uma era digital e no início da automatização de atividades de marketing e inteligência artificial a serviço das marcas, essa discussão é fundamental.

Hoje, quando olhamos uma lista telefônica ou um telefone de disco já damos risada e mencionamos que naquela época era o que tínhamos e funcionava. Como serão os próximos anos em relação as atividades de marketing de prospecção? Serão invasivas (e chatas) ou teremos ações permissivas (e inteligentes)? Não é muito difícil responder essa, não é?

Leio nos jornais as marcas se defendendo em respostas evasivas “se acontecem abordagens invasivas não é política da empresa”, “falha de procedimento”, “estamos buscando melhorias nos nossos índices de qualidade”… Hã? E ficam piores, quer ver: “nossa empresa respeita aqueles que não querem ser importunados e remove de sua base de dados estes números”, “nós seguimos a lei e estamos com queda nos números de reclamações”… Pelo amor de deus! Não acredito que estes executivos, mesmo depois de extensivas horas de media training e de momentos politicamente corretos, não tenham vergonha destas declarações.

O problema não está com os clientes, isso eu tenho certeza. Legislação não conclusiva sobre o assunto creio que é um dos fatores, sim, mas não o decisivo. O quanto antes essa discussão se iniciar melhor para todos. O fator decisivo neste problema é a “ preguiça empresarial” em não encontrar formas relevantes de se comunicar positivamente com os seus consumidores. A má utilização do telefone é só a ponta deste iceberg.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2017/11/10/a-praga-do-marketing-invasivo.html