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Sobre zzgonzalez

Com experiência em vários segmentos da comunicação, atua no mercado de propaganda e marketing há mais de 20 anos. Possui passagens em importantes agências de propaganda e, em 1994, fundou a SG3 Comunicação, presente por 7 anos no mercado publicitário de São Paulo. Como Sócio Diretor de Criação, desenvolveu trabalhos para clientes como Mercedes-Benz, Banco Itaú, HBO, entre outros. Além de dirigir a criação, realizou outras atividades na agência: planejamento estratégico, atendimento a clientes, gerenciamento do fluxo de trabalhos, coordenação de produção (gráfica, web e eventos) e gerenciamento de equipe. Usando todas as ferramentas da comunicação de forma integrada, a SG3 obteve resultados expressivos para seus clientes. Após este período, atua como criativo em diversas agências, além de ser Sócio Criativo da Gonzalez Publicidade.

Os segredos da construção de imagem digital

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Para a consultora Tatti Maeda, estar presente em todas as redes sociais não é sinônimo de sucesso ou resultado

Presença digital é ter conta no maior número possível de redes sociais e estar ativo em todas elas? Ainda que cada vez mais ultrapassada, essa visão ainda existe em relação ao termo. No entanto, a discussão sobe presença digital evoluiu de uma simples atuação em redes sociais para a construção de uma imagem pessoal estruturada em personalidade, transparência e repertório.

De acordo com a consultora Tatti Maeda, um dos maiores mitos em relação ao tema é de que para alguém existir no ambiente digital basta estar presente em determinada rede. “Cada plataforma tem sua característica e identidade e isso deve se encaixar com o perfil do usuários”, diz Tatti que indica alguns segredos da construção de imagem no mundo digital.

Mídias sociais como veículo
Um dos maiores “enganos” em torno deste assunto é a crença de que para ser lembrado é preciso criar conta em cada plataforma que aparece. Não é assim que funciona: as plataformas de mídias sociais são “veículos” cada uma com características próprias: entendendo isso, é mais fácil escolher onde se posicionar.

Ter e Ser: “o que é presença digital?”
Ao fazer essa pergunta, normalmente escuto: “Facebook , Twitter, Pinterest, Blog” etc .. e não, presença digital não é isso! Presença é relacionamento e se cria à medida que compartilhamos insight’s, interagimos e nos correspondemos com nossa audiência. Não basta publicar um artigo ou um link para que se crie uma presença digital viva.

O tripé da presença digital
Quanto mais digitais nos tornamos, mais precisamos atentar para aspectos que escapam nosso “controle” neste ambiente. Posicionamento, reputação e frequência são essenciais para se criar uma presença digital que se destaque.

O simples como o mais importante
Com tanta tecnologia, muitas vezes nos perdemos tentando criar formas de mostrar quem somos. Carl Jung disse “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana” — Não complique ao se comunicar, seja por meio de vídeo, texto. Simplifique.

Seja genuíno
Como marca, como profissional liberal, pessoa pública não importa, seja autêntico, na forma como se expressa pelas mídias. Vivemos tempos onde o consumidor de informação, entretenimento, conhecimento, é impactado por milhares de publicações por todos os lados. Regra de ouro: o caminho não é tentar adivinhar o que agrada às pessoas e publicar; é entender o que e quem você é, para se conectar com as pessoas certas!

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2018/01/12/os-segredos-da-construcao-de-imagem-digital.html
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Como lidar com a dependência do Facebook?

A alteração no feed de notícias da plataforma preocupa o mercado, mas poderá eliminar conteúdo de má qualidade e forçar marcas e publishers a diversificarem

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Sem o engajamento orgânico, marcas e publishers deverão pagar para promover seus conteúdos

Será que o novo feed do Facebook anuncia o fim de uma era? O que será das estratégias digitais ancoradas na plataforma? A leitura inicial da notícia de que a rede vai privilegiar conteúdo de amigos em detrimento de marcas e publishers sempre causa reações acaloradas. No entanto, a que foi feita na quinta-feira, 11, por Mark Zuckerberg, já era esperada.

De acordo com o fundador da rede social, o feedback dos usuários mostrou que o conteúdo de “empresas, marcas e mídia” têm tirado o espaço de publicações de pessoas que se conectam. Com a notícia, as ações do Facebook caíram 4,47% na Bolsa de Nova York na sexta-feira, 12. Na B3, antiga Bovespa, em São Paulo, as ações negociadas do Facebook caíram 4,71%.

Mesmo com a repercussão entre os investidores, a consultoria eMarketer, em relatório divulgado neste domingo, 14, manteve a expectativa de que as receitas publicitárias dos EUA no Facebook cheguem a US$ 21,5 bilhões em 2018, o dobro do investimento em publicidade nos jornais: US$ 10,74 bilhões.

Com a alteração no feed, o Facebook avança naquilo que começou em 2016 quando mudou os algoritmos para privilegiar conteúdo de amigos. O argumento de Zuckerberg é a redução da presença de “conteúdo de baixa qualidade e sensacionalista”. Publishers e marcas que basearam suas estratégias no alcance orgânico do Facebook passam, com as mudanças, a depender mais da promoção paga para estar entre o que as pessoas buscam.

Diante da repercussão, Meio & Mensagem ouviu 15 profissionais de agências e empresas relacionadas ao ambiente digital, para entender o impacto de curto a longo prazo. Mentor Muniz Neto, CCO da agência Bullet, vê duas consequências imediatas na decisão do Facebook: “de um lado, reforça a ideia de polarização, já que vamos ver mais posts de gente que — a princípio — pensa parecido com a gente. Ou seja, um reforço no equívoco de se imaginar que a grande maioria pensa parecido conosco. Uma ilusão criada e agora reforçada pelo algoritmo. Por outro lado, o fato de reduzir a presença do que Zuckerberg chamou de ‘posts passivos’, leia-se publicidade, faz pensar que o Facebook deve ter se dado conta de que o volume de posts anunciando bugigangas foi longe demais. E o que importa, em última análise, é a interação”, diz Neto.

Apesar do ajuste inicial, sobretudo de marcas e produtores de conteúdo mais dependentes do alcance orgânico, há quem enxergue nesse novo momento algo que vá beneficiar a produção do conteúdo de qualidade. “Um dos efeitos dessa medida é incentivar as marcas que produzem conteúdo a depender menos do engajamento orgânico. Isso, indiretamente, vai elevar a qualidade do que vem sendo produzido já que, é somente conteúdo de qualidade, mensagens ou assuntos relevantes e pertinentes, que têm potencial para engajar nessa nova realidade”, diz Guilherme Jahara, chief creative office (CCO) da Fbiz.

Mark Zuckerberg Delivers Keynote Address At Facebook F8 Conference

“O conteúdo passivo (de marcas e empresas) tem tirado publicações de pessoas que se conectam” (Justin Sullivan/Getty Images)

Carlinha Gagliardi, VP de canais & engajamento da BETC/Havas, enxerga também a necessidade de que marcas sejam mais estratégicas na forma como lidam com o Facebook. “A qualidade do conteúdo e a assertividade na segmentação serão fundamentais para uma comunicação eficaz”, diz Carlinha. Neto, da Bullet, reforça que, para marcas e agências, a mudança afeta apenas quem ainda trata o Facebook como um veículo tradicional, uma plataforma de mídia. “Para quem soube criar um diálogo consistente e relevante com seu público a mudança deve até ser positiva”, diz Mentor.

Mentor: “Zuckerberg deve ter se dado conta de que o volume de posts anunciando bugigangas foi longe demais”

Há quem defenda que a atitude da plataforma contradiz com o que ela vinha sinalizando recentemente. Rafael Grostein, sócio-fundador do Canal Desimpedidos, alerta para isso. “Com as mudanças anunciadas pelo Facebook, memes, vídeos e virais devem perder alcance. O que é surpreendente, pois o vídeo, grande aposta da plataforma nos últimos anos, vai perder a relevância”, diz Grostein reforçando que para as empresas de conteúdo ficará ainda mais difícil conseguir exposição na plataforma. “Será um grande desafio para quem aposta no Facebook para geração de tráfego. Porém, é uma oportunidade para promover discussões com significado e relevância”, afirma.

Flavio Leite, diretor de mídia e performance da Tribal acredita que, em mudanças anteriores, o Facebook já havia acabado com o “almoço grátis”. “Em um primeiro momento, a estratégia de comunicação dos grandes anunciantes não muda muito, pois eles já haviam passado por uma grande mudança lá atrás”, diz Leite. Para Luca Lima, diretor de mídia da Talent Marcel, é preciso apenas entender como isso afetará as próprias recomendações do Facebook. “Quanto aos KPIs de mídia e recall de mensagens: como essa menor exposição afetará as métricas? E o conteúdo? Todo o ecossistema precisará de um tempo para perceber o real impacto que isso terá no dia a dia das marcas”, diz Lima.

Edmardo Galli: “estamos vendo uma proposta de comunicação mais individualizada e potencialmente controlada”

“Olhando sob a ótica do negócio de marketing de influência, essa medida não altera a forma de trabalhar; mas sim a importância de influenciadores e pessoas públicas criarem conteúdo relevante para seus seguidores (lembrando que no comunicado Mark Zuckerberg reforça a possibilidade do usuário configurar sua página para seguir recebendo conteúdo de figuras públicas que lhe interessam), e das marcas e agências investirem tempo na estratégia e criatividade das ações para ter eficácia em inserir mensagens de marca no discurso dessas pessoas”, diz Rafael Coca, socio-diretor da Spark.

Apesar da reação, quem trabalha com o Facebook já vinha se preparando para a aceleração desse processo anunciado em 2016. “O algoritmo já tem priorizado conteúdos ‘pessoais’ aos de marcas há tempos e sempre houve indícios que isso seria — e será — cada vez mais forte. Sem investimento em mídia, é quase impossível aparecer para o público-alvo. O anúncio  também reforça a importância de criatividade, ou seja, fazer com que as pessoas compartilhem suas publicações é ainda mais relevante. Finalmente, é importante ver o Facebook como parte de uma estratégia digital e nunca como o único ator”, diz Daniela Giuntini, gerente de mídias sociais do Grupo RMA.

Volta às raízes do Facebook

Criado em 2004, em um ambiente universitário, o Facebook tinha como foco, inicialmente, o compartilhamento de informações entre amigos. E a decisão de agora remete a sua função original. “É uma volta às raízes da plataforma. Eles estão sempre testando mudanças no algoritmo para que o newsfeed seja relevante. E a essência do Facebook são as conversas entre conhecidos e não o que uma marca está dizendo”, diz Marcelo Tripoli, vice-presidente de digital marketing da McKinsey & Company.

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O conteúdo entre amigos volta a ser a prioridade do Facebook (Denise Tadei)

Para Tripoli, marcas e veículos que dependem do alcance orgânico vão perder para posts de gatos e bebês. “Acreditamos que a mudança pode ser positiva, principalmente para quem produz conteúdo em vídeo e, como resultado, temos a identificação/engajamento por parte dos nossos usuários, já que reproduzimos com humor situações do dia a dia do público”, diz Luther Peczan, CEO de Massiv, produtora digital da Webedia.

Rafael Grostein:o vídeo, grande aposta da plataforma nos últimos anos, vai perder a relevância”

Para Flávio Waiteman, sócio e CCO da agência Tech and Soul, com a decisão, o Facebook reorganiza sua grade de programação e aumenta o valor do espaço publicitário. “Vai impactar na tabela de veiculação. Em relação ao fake news, acredito que vai piorar. A checagem vai ser mais demorada. Um grande WhatsApp”. Edmardo Galli, CEO Latam da IgnitionOne, aponta que as mudanças indicam a intenção do Facebook de resgatar o que sempre foi a proposta da plataforma. “Os grandes varejistas, que utilizam a ferramenta para estratégias de impacto frequente por meio de ofertas e retargeting, poderão sofrer com a restrição. As agências, por sua vez, terão dificuldades para otimizar custos e o alcance das campanhas, uma vez que serão obrigadas a redefinir suas estratégias e táticas de mídia na plataforma”, afirma.

Davi Reis, sócio-diretor da WorldSense, acredita que a atitude do Facebook foi corajosa e positiva. “Assim como as redes de publicidade digital, as redes sociais buscavam maximizar a taxa de cliques, independentemente da qualidade da interação. A publicidade evoluiu, buscando comunicação de qualidade e engajamentos mais ricos. Assim, é chegada a hora de as redes sociais também retirarem os incentivos para chamadas enganosas e produtores mal-intencionados que sequestram o tempo dos usuários”, diz Reis.

“O Facebook se tornou uma grande ‘homepage’, pela qual seus usuários acompanham as publicações de amigos e familiares e também acessam notícias — tanto que, a rede social chega a representar até 30% do tráfego de alguns portais. O anúncio é muito recente para traçarmos com exatidão um cenário, porém, colocar o consumidor no centro das decisões é fundamental e resgata sobretudo o fator relevância”, diz Fabricio Proti, diretor executivo da Teads Brasil. Para Andre Passamani, sócio e COO da Mutato, o cerco se fechou para a mensagem pasteurizada. “Essa possibilidade anunciada também vai exigir, no nosso contexto, um papel ainda mais crucial para as estratégias de mídia. Vamos ter de repensar as melhores maneiras de atingir as pessoas em situações e contextos nos quais elas queiram engajar com determinado momento de marca”, diz Passamani.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2018/01/15/como-lidar-com-a-dependencia-do-facebook.html

Internet ainda é pouco utilizada por MPEs

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Estudo do Sebrae-SP e da Fundação Seade aponta que apenas 34,2% das micro e pequenas empresas do estado de São Paulo divulgam produtos e serviços na web

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(Crédito: Reprodução)

Apenas 34,2% das micro e pequenas empresas (MPEs) do estado de São Paulo usam a internet para divulgar seus produtos e serviços, aponta pesquisa realizada pelo Sebrae-SP em dezembro de 2017. Além disso, 22,3% dizem que não fazem divulgação alguma. O levantamento, feito no âmbito da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, foi realizado com o apoio da Fundação Seade e entrevistou 1,7 mil proprietários de MPEs e mil microempreendedores individuais (MEIs). Ao todo, São Paulo possui três milhões de MPEs.

O canal de comunicação mais usado pelo universo pesquisado são o Facebook e o WhatsApp, utilizados por 21,9% da amostra. O site institucional é a opção de 14,4%, enquanto outros sites são a escolha de 8,8%. Para Eduardo Pugnali, gerente de inteligência de mercado do Sebrae-SP, os resultados mostram que a internet é um terreno ainda pouco explorado pelo tipo de negócio que poderia tirar proveito do alcance das redes sociais.

“Quando falamos de empresas grandes, somos praticamente stalkeados o tempo todo nas redes sociais”, diz Eduardo Pugnali, gerente de inteligência de mercado do Sebrae-SP

“Quando falamos de empresas grandes, somos praticamente stalkeados o tempo todo nas redes sociais, mas micro e pequenos empreendedores ainda se apegam a meios tradicionais de divulgação”, afirma. O levantamento mostra que 5,5% das MPEs usam panfletos, 4,1% fazem anúncios em jornais e revistas, 2,6% utilizam mala direta, 2,3% veiculam em rádio e televisão, 1,6% usam faixas e cartazes e 1,4% divulgam por meio de carros de som. O principal meio de comunicação das MPEs, desconsiderando a soma das diferentes mídias digitais, é o boca a boca, com 31,1% das citações.

Para Pugnali, o conhecimento é a chave para que as MPEs façam bom proveito do digital. “Na maioria das vezes em que o microempreendedor investe no digital é porque ele soube que alguém também o fez, mas ele não sabe fazer a análise dos dados e o planejamento. Ele contrata o serviço, mas não sabe tirar proveito disso”, afirma. Um dos primeiros passos para iniciar um relacionamento com os internautas, segundo Pugnali, é por meio do cadastro dos clientes, que é feito por 47,5% dos entrevistados. Assim, o empresário pode enviar e-mails para seus consumidores e ter registrados seus interesses e demais informações para ofertar produtos.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2018/01/15/internet-ainda-e-pouco-utilizada-por-mpes.html

Combate a formatos intrusivos ganha força

Pesquisas indicam rejeição dos consumidores a anúncios considerados irrelevantes e mercado se mobiliza na busca de boas práticas

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No próximo dia 15 de fevereiro, o Chrome trará embarcado bloqueadores de anúncios como forma de combater a publicidade intrusiva

Desde o início de janeiro, já estão valendo, inicialmente na Europa e nos Estados Unidos, as medidas para combater anúncios baseados em formatos publicitários intrusivos. Elas compõem as ações da Coalition For Better Ads (CBA), organização internacional formada por diversos players do ecossistema de ad tech em defesa de uma melhor experiência da publicidade para os usuários. Em junho do ano passado, o IAB Brasil também se comprometeu com a organização. De acordo com a CBA, foram identificados 4 formatos desktop e 8 mobile considerados como intrusivos.

Os esforços são uma resposta à constatação da CBA de que os consumidores estão cada vez mais incomodados com formatos de publicidade intrusiva. Outro levantamento também mostra essa rejeição. Uma pesquisa global da Ipsos Public Affairs, feita em 23 países com 18,2 mil pessoas, de 16 a 64 anos, nos meses de setembro e outubro, apontou que 75% dos entrevistados dizem que anúncios na internet são irrelevantes. No Brasil, o percentual é de 65%. Ainda segundo o levantamento, oito entre dez pessoas consultados disseram acreditar que a publicidade deixa a navegação mais lenta. Uma das principais respostas do público aos anúncios intrusivos têm sido os bloqueadores de anúncios que são utilizados por 57% das pessoas ouvidas na pesquisa.

A sinalização, por parte dos consumidores, de que a publicidade sem propósito atrapalha, influencia também na discussão sobre o propósito das marcas e a oferta de valor que elas devem oferecer. Marcio Oliveira, CEO da DM9, reconhece que o consumidor com mais acesso à informação passou a ser ainda mais exigente. “Isso provoca as marcas a oferecerem produtos de real qualidade, que prometam apenas o que podem de fato cumprir e, no caso de defenderem alguma causa, que façam algo antes de falar.” Segundo Oliveira, se a empresa consegue fazer isso e adiciona uma comunicação que “educa, diverte e emociona”, não há como existir rejeição.

Paulo Aguiar: “publicidade ruim é chata. Publicidade ruim no celular é insuportável”

Marcelo Lenhard, CEO da Hands, lembra que a publicidade habituada ao modelo apenas responsivo terá cada vez mais dificuldade em um mundo tão dinâmico e competitivo. “Com a explosão e ressignificação dos canais de mídia, o novo cenário está provocando nos clientes uma reflexão sobre de onde poderiam vir as soluções, beneficiando muito as próprias marcas, pois com a abertura de diálogo com novos players de comunicação, diferentes estratégias e soluções surgiram”, diz Lenhard.

Há quem defenda, por exemplo, que a própria publicidade aprendeu a lidar com a rejeição e a evoluir com o tempo. “De uns tempos para cá a tarefa ficou mais difícil. O mundo mudou, milhares de formatos novos surgiram e meios como o mobile dificultam ainda mais essa missão. Publicidade ruim é chata. Publicidade ruim no celular é insuportável. A boa ideia ainda é a melhor saída, acho que isso nunca vai mudar. Mas três categorias de ‘boas ideias’ me chamam mais a atenção: a cocriação, os serviços e os produtos”, diz Paulo Aguiar, diretor executivo de criação na Sapient Ag2.

Mauro Rabello, COO e vice-presidente da Dentsu, enxerga que a chamada publicidade intrusiva é fruto de uma série de incompreensões no processo de evolução do próprio mercado. “Historicamente, a propaganda sempre usou muito bem a emoção para aproximar pessoas e marcas. As pressões por resultados, mudanças dramáticas na mídia  e a falta de domínio das novas técnicas e tecnologias acabaram deslocando a comunicação para um lado as vezes racional demais, o que deixou claramente a eficácia da comunicação bastante diluída”, afirma. Ele pontua que, no desespero, algumas marcas começaram a “importunar as pessoas, se intrometendo, escondendo e fabricando fatos, o que só fez piorar tudo e, talvez por isso mesmo, a indústria da comunicação passe pela tarefa dolorosa de ter que se reinventar para recuperar seu poder e relevância”, afirma Rabello.

Mauro Rabello: “a indústria da comunicação passe pela tarefa dolorosa de ter que se reinventar”

Fábio Souza, CEO da E/OU-MRM, lembra que a única publicidade possível nessa era da economia do tempo e da multiplicidade de canais é aquela que entrega valor real. “Ninguém mais quer ser impactado, invadido e interrompido por uma mensagem que só faz sentido para a marca que a emitiu, baseada em seus propósitos de negócios. É preciso, cada vez mais, individualizar a mensagem, levar em conta as necessidades, o contexto, o momento de vida daquele consumidor e a forma que ele prefere comprar e se relacionar com a marca. É importante ter muito claro a sua jornada de consumo, e pautar a comunicação em uma troca que beneficie ambas as partes”, afirma.

O reconhecimento do que precisa ser mudado e as práticas em vigor atualmente fazem parte de um processo de equilíbrio, defende Vitor Barros, vice-presidente de atendimento e gestão da Propeg.  “O consumidor cada vez mais escolhe o que quer assistir e isso desafia as agências a buscarem criar propaganda que seja realmente relevante, a ponto de capturar a atenção de um consumidor naturalmente desatento. Uma vez capturada esta atenção, o conteúdo passa a ter papel fundamental porque, se o que for dito não for verdade, rapidamente será desmentido nas redes sociais e o efeito disso pode ser muito mais caro para a marca do que a própria publicidade”, afirma Barros.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2018/01/16/combate-a-publicidade-intrusiva-ganha-forca.html

10 tendências globais de consumo em 2018

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Estudo da Euromonitor apresenta o que deve orientar o comportamento do consumidor este ano

Com base no volume gigantesco de dados com os quais lida, anualmente o instituto de pesquisa Euromonitor publica a relação das 10 Tendências Globais de Consumo. Este ano, o relatório afirma que numa economia global mais forte os gastos dos consumidores devem retomar patamares igualmente mais robustos, equiparando-se aos índices de 2011. No entanto, as mudanças de comportamento e atitude dos consumidores continuarão a ser um fator de disrupção nos negócios. Além disso, a tecnologia mobile e a acessibilidade da internet terão papel fundamental em modelar as preferências dos consumidores em 2018.

Veja a seguir o resumo dessas tendências e perfis de consumidores:

  1. Vida Limpa: Os consumidores estão adotando um estilo de vida “clean” e mais minimalista, no qual moderação e integridade são palavras-chave. A geração “straight edge” é relevante entre os que têm de 20 a 29 anos, tiveram acesso à educação superior e cresceram em meio a fortes recessões econômicas, terrorismo e turbulências políticas. Essa geração adotou uma visão de mundo mais ampla que as gerações anteriores.
  2. Os Inquilinos: Uma nova geração preocupada com a comunidade, que prefere o aluguel e as assinaturas, está reformulando a economia, fazendo do consumo ostentação uma coisa do passado. A rejeição da posse material em prol das experiências e um estilo de vida mais livre, que vem caracterizando os hábitos de compras dos millennials nos últimos anos, é uma tendência que continua a se desenvolver e se espalhar pelo mundo.
  3. Cultura da Reinvindicação: Seja colocando suas reclamações no Twitter, espalhando mensagens virais pelas redes sociais ou participando de petições online, consumidores estão dando voz às suas opiniões. O “ativismo hashtag”, embora não seja tão novo, vem ganhando força à medida que as pessoas tenham acesso à internet e redes sociais.
  4. Está No Meu DNA: A crescente curiosidade das pessoas sobre sua composição genética – que os fazem tão especiais – e a busca por personalização dos produtos/serviços de saúde e beleza estão alimentando a demanda por kits de DNA domésticos. Os consumidores-alvos vão desde aqueles que se preocupam com seu bem-estar até os que buscam entender suas origens e os fanáticos por nutrição e vida fitness.
  5. Empreendedores Adaptativos: Buscam mais flexibilidade e estão preparados para assumir riscos. Os millennials particularmente possuem uma natureza empreendedora, deixando de lado a rotina “das 9 às 17h” e buscando uma carreira que ofereça mais liberdade.
  6. Vejo do meu Quarto: Em 2018, percepção e realidade se conectam, mesclando imagens digitais com o espaço físico. Consumidores poderão visualizar os produtos antes de comprá-los, seja nas lojas físicas ou pelo e-commerce. A sofisticação dos celulares em 2017 abriu portas para mais funcionalidades, envolvendo a tecnologia de Realidade Aumentada.
  7. Consumidores Detetives: Com maior agitação política em 2017, a crise de confiança dos consumidores está aumentando e gerando maior envolvimento emocional e ações por parte deles, que continuam céticos quanto aos produtos de massa e às motivações das empresas por trás desses produtos. Cansados de ouvir retóricas vazias e palavras tranquilizadoras, buscam conhecer os detalhes sobre a produção e distribuição dos itens.
  8. Co-Habitação: A tendência de co-living floresceu entre os millennials e entre os consumidores acima dos 65 anos.  É uma maneira de se viver onde as pessoas dividem uma habitação e compartilham os mesmos interesses e valores. Essa tendência nasceu nos centros urbanos que abraçaram a economia compartilhada como um estilo de vida.
  9. Designers Digitais: O desejo de alcançar a verdadeira autenticidade está impulsionando a personalização a um outro nível em 2018, transformando os consumidores em criadores, permitindo que eles participem do processo de design e produção daquilo que compram.
  10. Os Sobreviventes: Dez anos após a crise de crédito, que anunciou o início da Grande Recessão, a mentalidade frugal dos consumidores permanece inalterada. Apesar de as economias terem melhorado, com aumento da renda e queda do desemprego, a disparidade entre o rico e o pobre segue muito visível. Aqueles que se encontram presos entre os baixos salários, escassos benefícios governamentais e os altos custos de vida continuam lutando para lidar com a austeridade.
Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2018/01/16/10-tendencias-globais-de-consumo-em-2018.html

Métricas x KPI’s

Ter uma estratégia sólida de marketing digital é uma das melhores maneiras de obter reconhecimento da marca.

No entanto, para obter os melhores resultados, é preciso acompanhar de perto dados que refletem o desempenho do seu negócio. Entender a diferença entre métricas e KPI’s é o primeiro passo para utilizar as informações de maneira inteligente e poder tomar decisões mais estratégicas e assertivas.

Para acabar com as suas dúvidas segue uma explicação rápida:

O que são métricas de desempenho?

Métricas de desempenho são sistemas de mensuração que quantificam tendências, comportamentos ou variáveis do negócio. São informações simples e mais genéricas do que os KPI’s, por esse motivo, são consideradas uma forma mais bruta de indicador.

As métricas são grandes aliadas na hora de entender a maneira como os usuários interagem com o seu site, por exemplo.

Alguns exemplos de métricas das redes sociais são o número de likes, retweets, compartilhamentos, visualizações, cliques e total de seguidores da página.

E os KPI’s, para que servem?

Os Key Performance Indicators são indicadores obtidos por meio das métricas. Através deles, é possível medir se uma ação ou um conjunto de iniciativas estão tendo resultado para o atingimento das metas de uma empresa.

Esses indicadores-chave de performance tornam os seus objetivos mais claros e totalmente mensuráveis, permitindo que você trace e acompanhe metas com clareza.

Exemplos de KPI’s são: engajamento social, potencial de mobilização e ROI.

Afinal, qual é a diferença entre métricas e KPI’s?

As pessoas costumam confundir métricas e KPI’s.

Os KPI’s são indicadores importantes para entender o grau de sucesso do seu negócio. Uma métrica é apenas algo a ser medido.

As métricas são informações cruas e não estão, necessariamente, associadas aos objetivos do negócio. Já os KPI’s estão diretamente relacionados ao desempenho, já que eles têm como foco a estratégia e as metas da empresa.

A seguir, alguns exemplos para deixar a diferença entre métricas e KPI’s mais clara:

  • Quantidade de Leads é uma métrica
  • Custo de aquisição por lead (valor investido / quantidade de leads) é um KPI
  • Quantidade de conversões é uma métrica
  • Taxa de conversão de vendas (quantidade de leads / conversões) é um KPI

Percebeu como o resultado obtido por meio das métricas, se analisado sozinho, não é um indicativo do desempenho do negócio?

E então, ficou clara a diferença entre métricas e KPIs? E que tal começar a colocar em prática essas estratégias e obter excelentes resultados?

Se precisar de ajuda para isso, conte com a gente!

Fonte: https://app.rdstation.com.br/mail/3067eafd-31d8-415e-b3a9-3811c48917d7?utm_campaign=diferenca_entre_metricas_e_kpis_marketing_e_digital&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Infográfico: como as pessoas vêem seu site

Sabia que 3 a cada 4 usuários online admitem que determinam a credibilidade de uma empresa baseado no design do seu website? E que, 17 a 50 milissegundos é o tempo que leva para alguém decidir se acha seu site atraente – ou não?
Se você ainda tem dúvidas sobre a importância do design de sites para a conversão, aumento da receita e a imagem das empresas, é hora de saná-las. Confira no infográfico abaixo como as pessoas vêem seu website: