Arquivo mensal: fevereiro 2018

Marketing de conteúdo dá resultado de verdade?

Quando se investe pesadamente em marketing de conteúdo e os resultados não correspondem, é comum duvidar de sua efetividade e questionar-se se marketing de conteúdo dá resultado.

Se você investe tempo e recursos para produzir conteúdo de qualidade, estuda as melhores estratégias para implementar em seu negócio e mesmo assim ainda não consegue atingir resultados significativos, vou te dizer uma coisa: você não está sozinho.

De acordo com dados, mais de 60% dos profissionais de marketing B2B considera o marketing de conteúdo apenas moderadamente efetivo. Isso ocorre pois trata-se de um campo competitivo. A cada minuto, mais de 1.000 conteúdos são publicados apenas no WordPress.

No entanto, isso não significa que marketing de conteúdo não dê resultados. O que é necessário é desenvolvê-lo da forma correta. Descubra, a seguir, o que sua estratégia necessita para gerar resultados com marketing de conteúdo!

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Marketing de conteúdo dá resultado, sim!

Acredite, marketing de conteúdo pode ser muito eficiente quando executado da forma correta. Confira algumas estatísticas que comprovam isso:

  • 95% dos participantes da pesquisaThe New Buyer’s jorney, realizada pela Market Bridge, afirmaram que preferem comprar de marcas que fornecem conteúdo durante seu processo de compras.
  • Conforme dados dessa mesma pesquisa, investir em estratégias de conteúdo pode custar 62% menos do que outras ações tradicionais e gerar 3 vezes mais leads.
  • De acordo com estudo realizado pela TNS, 74% dos brasileiros buscam informações online antes de comprarem algum produto.
  • Conforme publicação do site Demand Metric, 60% das pessoas sentem-se mais motivadas a saberem mais e a consumirem produtos/serviços após lerem conteúdos relevantes sobre eles.
  • Segundo esta mesma publicação, quase 70% dos participantes afirmaram utilizar seu tempo online para pesquisar sobre marcas, produtos e serviços de seu interesse.
  • 80% dos compradores de imóveis estão utilizando conteúdo online para orientar seu processo decisório.

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Eliminando as barreiras que limitam seu marketing de conteúdo

Marketing de conteúdo, assim como as demais ações de Inbound Marketing e Marketing Digital, não podem existir sem um contexto definido. Por isso, é preciso ter muito claro quem é o seu público alvo, os seus objetivos e se comprometer com esses objetivos sabendo que será necessário investir tempo e recursos.

Se você já trabalha com marketing de conteúdo e não está conseguindo atingir suas metas, então é necessário repensar os passos que foram tomados até aqui e rever determinadas ações que podem ou não ter sido eficientes. Te garanto que se você seguir os passos abaixo, vai comprovar que marketing de conteúdo dá resultado.

1. Definição de estratégia

Qual é o objetivo de seu conteúdo? Não somente em linhas gerais, mas há uma estratégia documentada, prevendo para qual negócio seu conteúdo serve? Documentar cada etapa da estratégia e seus objetivos pode ajudar bastante.

Isso pode parecer óbvio, mas poucos profissionais de marketing fazem isso. Para a estratégia de seu marketing de conteúdo dar resultado de verdade, não basta manter ela na cabeça.

2. Alocação de recursos para marketing de conteúdo

Entre profissionais de marketing, a necessidade de aumentar os investimentos de conteúdo é uma realidade. Inclusive, em estudo realizado pelo Content Marketing Institute, 39% dos entrevistados procuram aumentar os investimentos.

É importante que os produtores de conteúdo possam ter mais recursos à sua disposição para que possam criar conteúdo constante e com maior qualidade. O marketing de conteúdo é uma estratégia que depende de tempo e investimento constante. Não basta investir na produção de blog posts ocasionais e esperar resultados concretos do dia para a noite.

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3. Marketing de conteúdo dá resultado quando há um melhor alinhamento com o que a audiência precisa

Trabalhar com o conteúdo ideal depende totalmente da forma que sua audiência reage ao que é oferecido. Muitas vezes, mesmo com uma estratégia documentada e investimentos altos, é possível que seu público simplesmente não seja impactado.

Você conhece quais são as dores e os desejos de seu público? Como o seu marketing de conteúdo está convertendo visitantes em possíveis consumidores de seu produto ou serviço? É preciso ter certeza de que o seu conteúdo, de fato, é envolvente e relevante.

Marketing de conteúdo só atinge bons resultados quando você tem claro as necessidades da sua audiência e mantém isso em primeiro lugar na hora de criar seus conteúdos.

4. Estratégia de compartilhamento que ofereça tração ao conteúdo

O conteúdo não se basta sozinho. Inclusive, metade dos esforços do marketing de conteúdo devem se concentrar em distribuí-lo de maneira adequada. Ferramentas como email marketing, mídias sociais e demais canais digitais devem auxiliar na promoção de seu conteúdo.

Para aumentar o alcance do seu conteúdo e ter mais chances de transformar seus leads em vendas, você deve dar atenção especial a divulgação desse conteúdo. Os canais de divulgação devem ser pontos importantes para sua estratégia.

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5. Estratégias de SEO bem definidas

O conteúdo pode ser bem estruturado, planejado e de qualidade. No entanto, isso pouco adianta se as pessoas que interessam não estão chegando nele. Utilizar técnicas de SEO permite otimizar e aumentar o alcance do conteúdo. Com isso, seus clientes conseguem visualizar seu conteúdo quando o buscam no Google, por exemplo.

Marketing de conteúdo dá resultado de verdade quando trabalhado para ser encontrado de maneira orgânica pelas pessoas certas na hora que elas estão buscando por uma solução que sua empresa oferece.

Considerações finais

Marketing de conteúdo dá resultado de verdade, sim. Entretanto, para que isso ocorra é preciso compreender, fundamentalmente, tudo aquilo que faz o conteúdo crescer e adquirir tração.

Ter uma estratégia documentada, saber o quanto investir, saber como divulgar e melhorar seu posicionamento, tudo isso conta em marketing de conteúdo. É importante, além disso, saber definir a prioridade de seus conteúdos em uma estratégia de SEO. Acompanhe mais de perto seu tráfego e estabeleça metas a partir das informações encontradas.

Fonte: http://room33.com.br/blog/2018/02/19/marketing-de-conteudo-da-resultado/?utm_campaign=marketing_de_conteudo_da_resultado_toda_base&utm_medium=email&utm_source=RD+Station
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Como a impressão tornou-se a mais digital das ações de marcas

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Interatividade e foco no público jovem levaram Coca-Cola, Smirnoff, Oreo, Tang e outras marcas a reinventarem o significado de uma impressora

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“Share a Coke”, o case clássico de utilização da impressão como base de interatividade e engajamento

No ano de 2011, na Austrália, um projeto chamado “Share a Coke” dava início a uma parceria entre a Coca-Cola global e a HP. Por meio de sua divisão Indigo, criada em Israel, a HP possibilitou que a marca de bebidas criasse uma nova plataforma de comunicação permitindo a interação e personalização de rótulos. O que, posteriormente, foi levado aos Estados Unidos, em 2014, e segue até hoje com derivações e vinculados a datas especiais.

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Álbum de Família, desenvolvido pela Tang no Brasil, virou case mundial da marca

O case que integra HP, Coca-Cola e as agências envolvidas, ilustra um novo rumo dado ao negócio de impressão digital. Em um evento realizado em Tel Aviv, nesta semana, a HP reuniu clientes e parceiros de mais de 30 países para ampliar e reforçar uma divisão que vem crescendo ancorada no aumento de ações personalizadas de marcas. A empresa anunciou o lançamento do modelo HP Indigo 12000, que imprime com resolução HD. No Brasil, um dos principais cases envolvendo esse tipo de impressão foi uma ação da Lew’Lara\TBWA, realizada para a Café Pele em parceria com o Estadão quando, em 2016, mais de 2 toneladas de café foram ensacadas com a capa do jornal do dia.
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Oreo Colorfilled,, projeto que permitia a customização de embalagens do biscoito

Outro case que remete ao Brasil e tem como base a impressão digital é o “Álbum de Família”, da Tang, em que os consumidores da marca foram convidados a mandar fotos de momentos especiais para estamparem as embalagens. Essas ações, segundo Paul Randall, head de brand innovation da HP, fortalecem os vínculos que as marcas possuem com seus consumidores, sobretudo, os mais jovens e que precisam de ser alcançados com sacadas interativas e relativamente simples.

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Smirnoff e os rótulos que mudam de acordo com cada artista, ocasião e designer convidado

“Muitas marcas entenderam a importância da personalização e caracterização com as plataformas digitais e isso resultou nos cases que estamos vendo de embalagens. As embalagens transformaram-se em plataformas importantes de diálogo e interação”, afirma Randall. Ele ressalta que a conexão com marcas e designers e o olhar da impressão como ecossistema são algumas das formas como a HP enxerga o futuro da impressão.

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O case de Café Pele levou bronze em Cannes, em 2016

Outra marca que experimentou esse tipo de integração foi a Smirnoff que, com frequência, convida designers independentes para desenvolverem seus rótulos. “É uma estratégia flexível já que você consegue customizar e criar em cima de uma base original e simples além, do nosso caso, de ter criado conexão com designers e artistas locais”, diz Andrew Davis, head innovation da Diageo, que detém a marca Smirnoff. Segundo ele, o uso das embalagens como forma de conexão amplia a capacidade de engajamento, sobretudo no digital.
Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2018/02/21/como-a-impressao-tornou-se-a-mais-digital-das-acoes-de-marcas.html

Adeus, Facebook

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Saída da Folha de S.Paulo da rede social pode ser o primeiro, mas dificilmente será o último movimento, pois faz pouco sentido manter uma página no Facebook sem alcance orgânico quando se é um veículo que depende do tráfego gerado para seu domínio

Folha de S.Paulo reagiu às mudanças no Facebook que reduziram o tráfego gerado para suas páginas em 32% nos últimos meses. Foi o primeiro veículo a anunciar o abandono da plataforma de Mark Zuckerberg. O veículo ainda informou que não irá apagar sua página, mas deixará de atualizá-la. Ela ficará lá, seja como memória póstuma de um erro estratégico, seja como alternativa para o caso de voltarem atrás.

O movimento da Folha pode ser o primeiro, mas dificilmente será o último. A verdade é que faz pouco sentido manter uma página no Facebook sem alcance orgânico quando se é um veículo que depende do tráfego gerado para seu domínio. As mudanças no Facebook fizeram com que o conteúdo criado ou compartilhado por amigos e conhecidos ganhassem mais relevância e tal conteúdo não precisa estar originalmente postado dentro do próprio Facebook. Isso significa que eu posso concordar ou discordar de uma matéria, mas que vou usá-la para reforçar meu ponto de alguma forma — e isso é a máquina que move as fakenews, já que elas funcionam em cima da necessidade das pessoas de se posicionarem, quase como badges.

Algo que deve ser mencionado, é que a culpa disso é de marcas, veículos e produtores de conteúdo. Os mesmos que hoje sofrem com o fim do alcance orgânico. Foram eles que, ao investirem tanto dinheiro, tempo e energia no Facebook, estimularam o surgimento do desastroso hábito de se informar em um único lugar: a timeline, cujo comando pertence ao Zuck. Essa cultura matou blogs, fechou veículos e deixou todos os demais reféns do investimento em mídia (onde o custo médio subiu 36% no último ano).

Esperar que o Facebook ajuste sua plataforma para garantir a sobrevivência é de uma ingenuidade nada saudável quando estamos falando de grandes corporações

Essa cultura não foi criada e nem estimulada pelo Facebook, ela surgiu naturalmente — não que a rede social não tenha dado seus empurrõezinhos — e se desenvolveu com a estratégia (errada) das marcas de direcionar toda e qualquer campanha para as redes, ignorando completamente os canais proprietários. Ensinamos ao nosso target que não precisam sair do Facebook, que tudo que precisam chegará até eles lá.

Em 2015, escrevi um texto que publiquei no Medium e no LinkedIn. Somados os leitores, atingi mais de 1 milhão de pessoas e 93% delas vieram do Facebook. Muito bom, não é? Não, não é. Quando 93% de minha audiência está atrelada a uma plataforma que pode, a qualquer momento, decidir que meu conteúdo não deve mais circular entre seus usuários ou que eu terei que pagar para que isso aconteça, tenho um grande problema. Estamos falando de redes que não são exemplo de transparência quanto aos seus algoritmos e regras. Estamos falando de redes que, cada vez mais, se fecham em si mesmas buscando impedir que o usuário saia de lá para acessar outras plataformas. Estamos falando de redes que ajudamos a alimentar, a crescer, e que agora tornaram-se tão grandes que podem facilmente nos devorar.

Faz sentido a Folha abandonar essa audiência que é fruto do Facebook? Eles não vão abandonar, ainda haverá audiência. O meu artigo teve cerca de 930 mil visitas sem que tenha página no Facebook ou tenha gasto um real em mídia. As visitas foram fruto de compartilhamentos. Isso a Folha ainda pode ter, basta, como eu disse, garantir a qualidade de seu conteúdo e investir algum tempo planejando sua linha editorial para que ela possa facilitar esse processo, seja pela relevância e qualidade das notícias ou pela capacidade de serem usadas para embasar a opinião do leitor.

O que não faz sentido é a Folha e demais marcas e veículos não buscarem alternativas. É como navegar em um navio que vem sendo tomado pela água em um ritmo preocupante, tentando impedir que afunde usando um balde, esperando que amanhã seja um dia de sol intenso e o calor faça essa água evaporar. Esperar que o Facebook ajuste sua plataforma para garantir a sobrevivência é de uma ingenuidade nada saudável quando estamos falando de grandes corporações.

A Folha pode ter começado a puxar a fila. Se a fila será grande ou se o Facebook irá fazer algo para reverter um possível movimento, aí só o tempo dirá.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2018/02/16/adeus-facebook.html

Pantera Negra e o outro lado possível do entretenimento

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Em meio a boicotes, recorde de vendas e mobilizações em torno de seu significado, filme da Marvel pode representar um marco para o cinema e o consumo

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O Pantera Negra já é o filme com maior número de bilhetes vendidos nas primeiras 24 horas de início de pré-vendas

Em uma mesma semana, no início de fevereiro, o longa Pantera Negra, da Marvel, que estreou nesta quinta-feira, 15, provou sua capacidade de levantar o debate em torno da representatividade no mundo dos quadrinhos e filmes de super-heróis. Na ocasião, um grupo de fãs da concorrente DC propôs boicote ao filme da Marvel pedindo que as pessoas o classificassem de forma negativa no site Rotten Tomatoes em resposta a uma suposta “postura tendenciosa do portal”. O Facebook chegou a banir páginas que pediam boicote ao filme. Não funcionou, já que o longa possui 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, índice maior do que qualquer outro da Marvel ou da DC.

Posteriormente, um outro grupo de fãs da DC se uniu para realizar uma vaquinha com o objetivo de comprar ingressos do filme para crianças em situação de vulnerabilidade nos Estados Unidos. Mais de US$ 5 mil foram arrecadados. A iniciativa se juntou a várias outras ao redor do mundo em torno do filme dando ao Pantera Negra o título de filme com maior número de bilhetes vendidos nas primeiras 24 horas do início de pré-vendas. O recorde anterior era de Batman vs Superman. As estimativas em torno de Pantera Negra é que ele fature de US$ 100 milhões a US$ 120 milhões em seu primeiro fim de semana de estreia.

Um dos maiores trunfos do filme é a perspectiva diferenciada sobre a questão da diversidade

Paulo Rogério Nunes, publicitário, afiliado ao Berkman Klein Center da Universidade Harvard e cofundador da aceleradora Vale do Dendê, afirma que Pantera Negra é emblemático, pois, além de trazer a estética negra para o mainstream, apresenta uma narrativa moderna e sofisticada sobre o continente africano. “O filme preenche uma lacuna da falta de heróis negros no cinema. Já há muito conteúdo sobre o filme produzido por fãs em português sem mesmo o filme ter entrado em cartaz. Isso prova que as empresas precisam entender que, ao investir em diversidade, elas podem inovar e lucrar mais, afinal há uma demanda reprimida e muitos consumidores buscando mais representatividade”, afirma.

Caio Baptista Antonio, community manager da Mutato e fã de filmes de super-heróis, acredita que Pantera Negra mostra um lado possível dos filmes de herói. “Não só por trazer uma visão mais ampla e menos cômica da história, mas por mostrar poder, força e resiliência de todo um povo pouco retratado nos cinemas. O filme não é feito para ter diversidade, ele é a representação da diversidade, mostrando o avanço de uma sociedade que sobreviveu ao tempo. É possível que, com essa visão, ele revolucione o universo do cinema da Marvel e transforme em algo bem diferente do que é atualmente”, afirma Baptista.

Não é só cinema: o potencial de licenciamento da franquia também atinge a indústria de licenciamento e consumo

Silvia Nascimento, diretora de conteúdo do site Mundo Negro, afirma que Pantera Negra é muito “mais do que um filme com negros e para negros”. “Do ponto de vista comercial, acho que será um grande divisor de águas já que finalmente a indústria do cinema verá o quão lucrativo é fazer filmes com protagonistas negros e temáticas que destaquem a cultura africana. O poder de consumo da comunidade negra vem crescendo e as demandas de produtos, incluindo os de audiovisual que contemple esse público são urgentes”, afirma.

Ela lembra que, não por acaso, Pantera Negra tem quebrado vários recordes, como o de venda antecipada. “Penso que produtos da marca com destaque a esse personagem também serão sucesso, não só entre o público negro, mas entre todos que prestigiam heróis e uma boa história. Se eu como negra, sou fã do Thor, por que uma pessoa branca não seria fã do Pantera Negra?”, afirma.

A atriz e produtora Maria Gal, que já participou de produções como 3% da Netflix, Conselho Tutelar, da Record, e várias outras para TV aberta e fechada, e que mobiliza discussões sobre diversidade em casting, afirma que, pelo fato de ser um filme comercial, ele abre portas para outras produções com seu estilo.

A artista Lina Iris Viktor alega que algumas referências do clipe oficial do filme, gravado por Kendrick Lamar, contém elementos de sua obra

“Revelando que nós negros queremos ver histórias com heróis e heroínas negros, e com personagens que quebrem velhos estereótipos. Eu, como atriz, cansei de ver as mesmas histórias de negros no cinema e na TV nacional, e por conta disso estou começando a produzir”, afirma Gal.

A atriz trabalha, atualmente, no desenvolvimento de uma produção baseada em fatos reais que conta a história da escritora Carolina Maria de Jesus, mulher negra, semianalfabeta que tornou-se best seller sendo traduzida para mais de 40 países e 14 idiomas.

De acordo com Carlos Vitor, responsável pelo canal Load Comics, do ponto de vista dos quadrinhos, o Pantera Negra nunca teve muitos materiais publicados no Brasil. Para ele, o filme é o mais sério e necessário da Marvel. “Se pararmos pra ver que faz dez anos que a Marvel começou com seus filmes, Pantera Negra tem um propósito claro.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2018/02/16/pantera-negra-e-o-outro-lado-possivel-do-entretenimento.html

Tendências de UX para 2018

1. Menos dados e mais tomadas de decisões

Dados são importantes para o desenvolvimento de qualquer produto ou serviço, eles dão o tom em um caminho mais certo em busca de bons resultados. Mas dado é dado. São números soltos que não dizem o que fazer com eles.

Hoje as pessoas estão mais práticas e sem tempo para gastar interpretando dados. Elas querem tomadas de ações que sejam imediatas e assertivas. O dado, apesar de relevante, está longe de ser o pote de ouro ao final do arco-íris.

Então, vá um pouco além e ofereça as coisas um pouco mais mastigadas, diga o que é preciso fazer de forma rápida, mas não deixe de disponibilizar de onde você tirou tal tomada de ação, caso o usuário queira entender.

2. Visão além do UX

UX é definitivamente uma área que está em voga e falamos muito disso aqui no blog, mas a tendência é de que ampliemos um pouco nossos horizontes para outros temas que ajudem a compreender mais o todo do negócio.

Entender de UX é importante, mas também saber sobre business, customer experience, finanças…vai ajudar com que criemos produtos e serviços cada vez melhores.

Precisamos nos certificar que toda a jornada do cliente será atendida da forma mais satisfatória possível, mesmo que isso necessite envolver e saber sobre outras coisas que estão fora da nossa zona de conforto.

3. Adoção de novas metodologias

Quanto mais o tempo passa, mais concorrência encontramos, seja de profissionais agindo exatamente como a gente, de produtos parecidos, até serviços com uma jornada muito semelhante.

Em meio a isso, a nossa busca por uma diferenciação está cada vez mais latente. E uma coisa que 2017 já trouxe e vai ser tendência em 2018 são novos métodos para que possamos ter soluções ainda mais incríveis.

4. Uso do conceito “Mobile Always”

O desktop está cada vez mais perdendo espaço no mercado. Com isso, até o conceito de Mobile First já está ficando obsoleto. O termo que já se encontra em uso é o Mobile Always, ou seja, pensar única e exclusivamente no mobile, tamanha sua importância.

Em 2017, 66% da população mundial teve acesso a um dispositivo móvel. E o Brasil fica na média com 65%. E os números só tendem a crescer.

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Pode parecer radical para nós, Geração X e Y, não pensar mais em uma tela maior com o uso de um mouse, mas se pararmos pra analisar, no uso pessoal, o quanto você usa seu celular e seu computador? Vale a reflexão.

5. Expansão da experiência

Podemos esperar, neste ano, por uma expansão do nível de experiência, tanto por parte de quem projeta, quanto por quem é atendido. O visual e o tátil vão abrir um pouco de espaço para outros formatos.

Trabalhar com som e vibração, por exemplo, pode vir com tudo em busca de mais clientes e usuários em uma experiência multi-sensorial.

6. Estratégia Omnichannel

Para um negócio de sucesso, todos os canais precisam estar conectados para que falem a mesma língua e atinjam todo mundo a qualquer momento.

Segundo uma pesquisa da Zendesk, o público brasileiro é mais intolerante a problemas com produtos e serviços do que o restante do mundo. E por conta disso, oferecer uma estratégia de unificação de todos os canais, amplia as possibilidades de resolução de forma rápida e com sucesso.

Só para terem uma ideia, de acordo com essa pesquisa, 79% das pessoas espera receber uma resposta em até 2 horas nas redes sociais. 80% espera uma resposta por email em até meio dia, e 90% das pessoas no Brasil espera que qualquer problema seja resolvido em até 24hs.

Então quanto mais conectado o mundo on e off: site, e-mail, rede social, telefone… melhor!

7. Novas tecnologias e padrões de interface

As pessoas esperam formas mais naturais de interagir com interfaces. E estamos em um período tecnológico onde vários padrões estão nos sendo expostos: gráfico, voz, inteligência artificial e até mesmo zero interface.

O futuro breve prevê um ápice de interfaces por comando de voz e conversação. Até 2020 as buscas por comando de voz irão atingir um patamar de 50%. É muita coisa! Vamos ter muito “ok Google” e “oi Siri” a partir de agora.

8. Personalização

Esperemos para 2018 muitos sistemas inteligentes, ou seja, sistemas que aprendem com a vida de cada usuário para lhe entregar as coisas muito mais direcionadas e personalizadas.

Localização e hábito são fatores de grande influência para essa personalização de conteúdo. Entregar a informação certa para o público certo.

9. Design visual

Visual é sempre tendência, é que nem na moda, a cada ano algumas coisas estão mais em alta, outras mais em baixa, mas sempre merece uma atenção.

Gradientes e cores mais vivas, tipografias grandes e estouradas, vídeos full screen e microinterações são elementos que estarão muito em alta em busca do famoso efeito Wow.

Fonte: http://catarinasdesign.com.br/tendencias-de-ux-para-2018/?utm_campaign=news_fevereiro&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Os chatbots mais bem avaliados pelo público

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A primeira versão do Bots Brasil Awards, criado pelo coletivo homônimo, aponta trabalhos desenvolvidos para Magazine Luiza, Visa, PagSeguro e outros

Criado no ano passado, o coletivo Bots Brasil anunciou a primeira versão do Bots Brasil Awards, prêmio dedicado a reconhecer as melhores aplicações da tecnologia. A lista foi criada por meio de votação de pessoas do segmento e pelo público. O levantamento foi feito de novembro de 2017 a janeiro de 2018.

“O objetivo dessa votação é ajudar a comunidade a se unir e trocar ideias sobre os melhores bots do ano. Assim, teremos alguns cases que podem servir como base, inspiração e benchmarks para os que estão por vir em 2018”, comenta Caio Calado, co-organizador do Bots Brasil.

A primeira fase reuniu mais de 380 votos de pessoas de 90 cidades e três países e foram indicados 60 bots incluindo aplicações no Messenger, do Facebook, Twitter e sites. Na segunda fase, cerca de 2600 pessoas votaram nas melhores aplicações.

Os chatbots foram separados por categorias:

Confira os vencedores das categorias: Serviços, Commerce, Mídia, Entretenimento e Assistente Pessoal.

SERVIÇOS

Voto do Público: Magazine Luiza (Lú), criado pela Nama
Voto dos Influencers: Visa, criado pela Smarters

VAREJO

Voto do Público: PagSeguro (Paguinho), criado pela Take
Voto dos Influencers: ShopFácil, criado pela Smarters

MÍDIA

Voto do Público: Uol, criado pela própria empresa
Voto dos Influencers: Beta feminista, criada pelo laboratório de ativismo Nossas

ENTRETENIMENTO

O bot do Rock In Rio (Roque), criado pela Take e agência Outra Coisa, venceu em ambas as categorias

ASSISTENTE PESSOAL

Voto do Público: Bia Talk, criada pela própria startup
Voto dos Influencers: Clipping Bot, criado pela Clipping CACD

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2018/02/06/os-chatbots-mais-bem-avaliados-pelo-publico.html

Instagram e YouTube são as estrelas da hora para as marcas

Facebook continua a ser relevante, mas, para anunciantes, foi o que menos cresceu; Twitter segue como rede preferida de artistas e personalidades

A presença das marcas nas redes sociais, nos últimos três anos, se tornou, praticamente, obrigatória. Não dá para não ter um canal no YouTube, um perfil no Instagram, uma fanpage no Facebook ou uma conta no Twitter. Claro que estar numa rede ou noutra depende muito do que a marca quer atingir e como se comunica. Não é mandatário estar nas quatro redes, simultaneamente. Em outros casos, é quase que exigida a aparição da marca em todas essas redes.

Em 2014, foi feito o primeiro estudo Mídias Sociais 360º, numa parceria entre a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) e a Socialbakers. Naquela época, a configuração das redes sociais era diferente: a plataforma social mais utilizada pelos cem principais perfis de marcas institucionais era o Facebook e as empresas ainda engatinhavam no YouTube e Instagram, com média de 16 mil inscritos e 49 mil seguidores, respectivamente, nessas redes. Três anos depois, o relatório mais recente, que contempla o último trimestre de 2017, mostra que o Facebook ainda é a rede mais utilizada pelas marcas, mas há uma tendência de queda devido ao crescimento do YouTube, cujo uso pelas marcas aumentou quase 800%, com uma média de 149 mil inscritos. O Instagram foi ainda mais longe e superou um milhão de seguidores por marca, em média, o que equivale a um crescimento de mais de 2000% ao longo desses três anos. Em relação aos segmentos analisados pelo estudo, “Marcas/Institucional” era o setor que obtinha no Facebook, ainda em 2014, maior incidência junto aos usuários, com 2,4 milhões de curtidores em média nas páginas. A categoria continuou sendo a que registra mais crescimento — cerca de 34%, em relação ao mesmo período, em 2014 —, com uma média de 3,25 milhões de curtidores no último trimestre de 2017.

Não é modismo

“A avaliação dos três anos ajuda a firmar a área de mídias sociais e já não para afirmar que isso é só um modismo. As redes são como um canal de comunicação para as empresas. As empresas precisam, eventualmente, mudar de ideia se ainda estão reticentes quanto a isso”, afirma o professor Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da Faap. “Sempre fizemos uma análise entendendo que mídias são várias plataformas e as marcas precisam pensar no todo e como vão atuar. Nos últimos anos, a principal plataforma foi o Facebook. Não só em usuários, mas pensando nas empresas querendo construir relacionamento com seus consumidores. Ao longo dos últimos três anos, cresceu números de fãs e seguidores no Instagram e Twitter. Particularmente, o YouTube e o Instagram tiveram um crescimento absurdo: 800% na média de assinantes no canal das marcas no YouTube e 2.000% na média de seguidores de perfil de marcas no Instagram. Já no Facebook, a expansão foi bem abaixo disso: apenas 34%.  Porque já tinha muita gente e ainda é a plataforma com mais usuários. A análise que dá para ser feita é que as pessoas estão seguindo também as demais redes, além do Facebook, onde o excesso de presença de marca pode estar cansando o usuário”, analisa o professor.

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O comportamento dos cem maiores perfis de marcas nas quatro redes – Instagram, YouTube, Facebook e Twitter – segundo o relatório trimestral (base: último trimestre de 2017) Fonte: Faap/Socialbakers

Quando vistas separadamente, as redes têm apelos diferentes para o crescimento mais ou menos expressivo. O Facebook, por exemplo, promoveu diversas mudanças em seu algoritmo, o que desprestigiou as publicações de páginas institucionais. A despeito disso, o brasileiro continua a interagir com as marcas dentro dessa plataforma. O estudo aponta um dado expressivo: a média de interações com as marcas no Facebook cresceu 2.350%. Atualmente, são feitas mais de 700 mil interações mensais, em média, entre likes, comentários e compartilhamentos com as marcas na rede. “Isso é, possivelmente, resultado de um maior investimento no impulso de posts, entre outros fatores, como o próprio crescimento natural de usuários”, afirma Messa. Em relação à média de publicações realizadas pelas páginas, o professor chama a atenção para o fato de que as marcas experimentaram, ao fim de 2015 e início de 2016, publicar menos posts (cerca de um ou dois por dia), mas a média subiu para cerca de quatro publicações por dia, atualmente.

Num extremo, as páginas do segmento Mídia/Notícias, cujo núcleo é produção de conteúdo, realizam, aproximadamente, 45 publicações por dia. O segmento sempre foi um dos mais curtidos, juntamente com as páginas do tipo Marcas/Institucional, mesmo em tempos de fake news. Entre as páginas de Mídia/Notícias avaliadas, a média de curtidas é de 3,7 milhões. Por dia, são cerca de 88 mil interações nestas páginas (likes, comentários e compartilhamentos).

Vídeo supremo

“A supremacia do vídeo nas plataformas de redes sociais, em relação a conteúdo de texto, é a primeira e mais importante mudança que tivemos”, aponta Thiago Costa, coordenador do curso de pós-graduação em comunicação e marketing digital da Faap. Por isso mesmo, no segmento Entretenimento, entre as cem maiores páginas em números de interações no Facebook, o volume de postagens em vídeo cresceu de menos de 10%, entre 2015 e 2016, para cerca de 40% do conteúdo publicado em 2017.

No YouTube, os números são relevantes. O ano de 2014 terminou com as marcas tendo uma média de 16.598 inscritos em seus canais, número que subiu para 36.315 no ano seguinte. No final de 2016, o número de assinantes praticamente dobrou, alcançando 70.814. O ano passado, por sua vez, terminou com um total de 149.244 inscritos, ou seja, um crescimento de quase 800% em três anos. “O YouTube, trazido aos hábitos do consumidor pelo público mais jovem, que acompanha os influenciadores digitais, passou a ser uma real plataforma de mídia para as marcas, que tiveram que se adaptar a isso e gerar conteúdo em vídeo”, explica Costa. “Foi uma mudança do consumidor para as marcas, e não o contrário.

Quando o estudo Mídias Sociais 360º foi iniciado, em 2014, o Instagram não tinha a opção de postagem de vídeos. Essa ferramenta só passou a ser oferecida no segundo trimestre de 2015, o que levou as marcas a aproveitar essa funcionalidade, com bons resultados de interação com o consumidor. No início, as postagens em vídeo tinham média de 999 curtidas e 38 comentários. Já as fotos ficavam com média de 1.420 curtidas e 33 comentários. No último trimestre de 2017, os vídeos tiveram 2.448 curtidas e 71 comentários, na média. As fotos tiveram um salto de 4.448 curtidas e 67 comentários, em média. O Instagram também foi a rede que mais cresceu desde 2014. No último trimestre daquele ano, um perfil de marca tinha, em média, pouco mais de 49 mil seguidores. Em 2017, a média era de um milhão de seguidores, o que representa um aumento de mais de 2.100%. Essas mesmas marcas costumam realizar entre duas e três publicações por dia, contra a média de um post por dia em 2014. “Vê-se que houve uma alteração na gestão do conteúdo, estimulada mais uma vez por mudanças no algoritmo do Instagram. Porém, mais importante é observar a popularidade que a plataforma conquistou, o que faz acreditar que, para muitas marcas, o Instagram já é uma plataforma importante para o relacionamento com seus consumidores”, destaca Messa.

O Twitter segue como uma incógnita para as marcas. Apesar da média de seguidores das marcas ter crescido quase 75% nos últimos três anos, a plataforma definitivamente não alcançou a popularidade do Facebook. O perfil de uma marca no Twitter costuma ter uma média de 314 mil seguidores, número pouco expressivo se comparado ao volume do Facebook. Porém, o cenário é outro no caso de perfis de artistas e personalidades. No último trimestre de 2017, um perfil no Twitter da categoria “não marcas” tinha, em média, cerca de 3,7 milhões de seguidores, número semelhante aos dos curtidores de uma página da categoria Mídia/Notícias do Facebook.

Para Messa, o Twitter, em termos de relevância para as marcas, acabou ficando para trás no Brasil. “Ainda assim, acredito que é uma ferramenta importante para acompanhar a imagem da marca, bem como um canal tão eficiente quanto os demais para ações que envolvem influenciadores digitais, por exemplo”, diz.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2018/02/06/instagram-e-youtube-sao-as-estrelas-da-hora-para-as-marcas.html