Poucas e nem sempre boas

 

O Destino de uma Nação e Dunkirk

O Destino de uma Nação e Dunquerque: tenho a impressão de que filmes edificantes devem ser edificantes, e assim é “O Destino etc.”. À parte umas tantas firulas, posições de câmera esdrúxulas e tal, nem tanta coisa assim, temos aí uma história decentemente contada. Nada a ver com a invencionice de Dunkirk.

Invenção com o tempo? Vamos a Hiroshima Meu Amor, vamos a Marienbad, o que se quiser. Mas uma coisa ridícula como essa é triste de ver. O cara leva o tiro com meia hora de filme e morre uma hora depois. Fala sério.

Tem uma coisa que não suporto mais é ouvir falar da qualidade dos atores ingleses.

Não duvido dela. Poder ser.

Mas vejamos os atores do “120 Batimentos por Minuto” (e poderiam ser muitos outros exemplos): a horas tantas estou vendo o filme e pergunto, caramba, será que isso é um documentário?

Não é. Os atores é que fazem parecer um documentário.

Será que estão na linhagem neo-realista? Será esse o único papel da vida de cada um deles? Pode até ser. Mas são incríveis.

Como estamos na era do simulacro, Guillermo Del Toro busca fazer aflorar a sensibilidade das pessoas com esse pastiche de A Bela e a Fera + O Monstro da Lagoa Negra com um quê de filme musical.

A obra anterior dele me pareceu bastante desinteressante para que eu me detivesse pensando em seus procedimentos, intenções, essas coisas.

Mas esse… Não me arrancou lágrimas. Nem admiração. Nem sorriso. Nem espanto. Nem revolta. Nada, em suma.

O líder

Última pergunta: por que tanto Churchill nos últimos tempos? Por que tanto George VI? Elizabeth 2a. (na série) etc.???

O mundo tem falta de líderes geniais, talentosos ou ao menos confiáveis? Ou se trata de um esforço de soft power britânico?

Isso no momento em que não tem Churchill, tem Teresa May e, ao que parece, uma retirada da Europa mais caótica que a de Dunquerque.

Mulher Heroína

The Post: tem razão o Haroldo Ceravolo (acho que já escrevi isso, mas enfim) quando diz que no passado a estrela era o jornalista, agora é a dona do jornal. Mas também é ostensivamente um filme de mulher heroína.

A questão intocada pelo filme é: por que a Streep receberia menos que o Tom Hanks? Os dois são estrelas, ela é a atriz principal do filme… Se não tivesse rodado a baiana teria ganho menos que ele. Não entendo a lógica da discriminação de sexos, às vezes. Coisas assim nem sequer fazem sentido.

Corra!

Hoje não dá tempo. Logo quero voltar um pouco a “Corra!”. Belo filme.

No Município

Uma pergunta: se os sinais de trânsito não funcionam, se se recolhe o lixo mal e porcamente, se as praças estão entregues às baratas, se a iluminação pública é de uma deficiência atroz, se nenhuma rua foi recapeada (ao menos fora ali dos Jardins), se nem as velhas operações tapa-buraco estão funcionando (ou ao menos são visíveis), se não se construiu mais um centímetro de vias para bicicletas, se nada é feito sem que entre algum para “iniciativa privada” para os cofres públicos…

Caramba: não há ninguém com curiosidade bastante para descobrir para onde vãos os impostos do município de São Paulo?

Vai tudo para o estímulo à barbárie ou tem algum outro gasto de que não fui informado?

Fone: https://cantodoinacio.wordpress.com/2018/01/31/poucas-e-nem-sempre-boas/
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