Arquivo mensal: junho 2017

Como funciona o monopólio trilionário da Amazon que muitos fingem não ver


Ao produzir os mais variados produtos, atuar como varejista e controlar a infraestrutura de distribuição, a companhia não dá escolha a quem busca entrar no mercado de vendas online.
É comum pensar na Amazon como empresa de varejo. Esse é um erro compreensível, afinal, hoje a companhia vende mais roupas, eletrônicos, brinquedos e livros do que qualquer outra. Ano passado, as vendas da Amazon representaram quase metade do valor gasto por americanos em compras online. Até 2015, a maioria das aquisições pela internet começava com busca no Google. Hoje, grande parte dos consumidores vai direto para a Amazon.

No entanto, descrever a Amazon como varejista é, além de uma interpretação errada de seu verdadeiro papel, uma forma de ignorar o fato de que a empresa é uma ameaça à própria ideia de um livre mercado.

Hoje a Amazon faz muito mais do que revender mercadorias — fabrica de camisas sociais a lenços umedecidos, produz filmes e séries de sucesso, faz entregas de comida, oferece empréstimos e, em breve, venderá remédios de tarja preta. Mas isso não é o suficiente. Jeff Bezos, presidente da Amazon, quer ir muito além: seu plano é transformar a Amazon na base invisível de nossa economia. O site da Amazon já é a maior plataforma de comércio digital do mundo. Seu departamento de Serviços Digitais, por exemplo, controla 44% da capacidade de computação em nuvem de todo o mundo, oferecendo seus serviços para empresas e instituições que vão desde a Netflix à CIA. Além disso, a empresa construiu, recentemente, uma ampla rede de distribuição que será responsável pela entrega de produtos da Amazon e de outras empresas.

As empresas que buscam entrar no mercado de vendas online não têm outra escolha senão seguir os passos da Amazon. Com o lançamento da Amazon Prime (serviço de vídeos em streaming) e da assistente digital Alexa, Bezos já convenceu uma série de gigantes, entre eles a General Eletrics e a Ford, a adotar a Amazon como fornecedor padrão. Hoje grande parte dos assinantes da Amazon Prime não compara preços antes de comprar produto. Isso forçou concorrentes de todos os portes — de grandes marcas como a Levi’s e a KitchenAid a pequenos produtores, expoentes do comércio digital e lojas físicas independentes — a abandonar a ideia de alcançar seus consumidores diretamente. Em suma, hoje, muitos comerciantes dependem unicamente da Amazon para vender seus produtos.

A Amazon é “um monopólio trilionário operando bem debaixo do nosso nariz.”

A Amazon não hesita em se aproveitar dessa dependência, ditando termos e valores a seus fornecedores e usando dados fornecidos pelas próprias empresas para enfraquecê-las como concorrentes. Uma empresa que fabrica um produto popular e o vende na Amazon pode, por exemplo, se deparar com uma versão quase idêntica de seu produto fabricada pela Amazon e colocada por ela no topo dos resultados de pesquisa do site. Um estudo recente concluiu que, a partir do momento em que uma empresa começa a vender seus produtos na Amazon, é apenas uma questão de semanas até que a Amazon transfira os itens mais populares desse comerciante para seu próprio inventário.

O fato da Amazon ser ao mesmo tempo uma empresa varejista e uma plataforma de vendas dá a ela as armas necessárias para extorquir sua concorrência. Na semana passada, a Amazon denunciou dezenas de revendedores de produtos da Nike falsificados na esperança de que a Nike concordasse, pela primeira vez, a disponibilizar uma linha completa de seus produtos na plataforma de vendas. Da mesma forma, quando a editora Hachette resistiu às demandas da Amazon durante uma negociação referente ao preço de seus livros, ela foi surpreendida pela remoção do botão de compra de todos seus produtos, o que retirou milhares de seus livros do alcance de ambos compradores e revendedores.

Com a migração do comércio físico para a internet, a Amazon assumiu o papel de déspota, o que significa que, para todos os efeitos, o comércio digital não é mais um mercado. Hoje ele é uma área privada onde uma só empresa define os termos segundo os quais trocamos bens e serviços, decidindo quais produtos — quais novos autores, quais novas invenções — são dignos de serem comercializados.

Os investidores estão totalmente cientes das implicações disso. Nas palavras de Chamath Palihapitiya, um investidor de risco da área de tecnologia, a Amazon é “um monopólio trilionário operando bem debaixo do nosso nariz”. Essa definição explica por que os investidores de Wall Street elevaram o valor das ações da Amazon a um nível não condizente com o lucro atual da empresa. Esses investidores estão vislumbrando um futuro de rendimentos fantásticos, daqueles que só um monopólio imenso garante.

Na semana passada, investidores viram esse futuro tomar forma após a Amazon anunciar seus planos de comprar o Whole Foods. Nas horas que sucederam a notícia, as ações da Amazon passaram pelo oposto do que costuma acontecer em compras do tipo: o valor delas disparou, quase alcançando o valor de compra anunciado (US$ 13.4 bilhões), o que significa que o próprio anúncio de aquisição da Whole Foods praticamente garantiu sua compra.

O plano de Jeff Bezos é naturalizar a presença da Amazon a ponto que não notemos o rastejante monopólio da empresa sobre o comércio e toda sua infraestrutura de distribuição — e muito menos como essa hegemonia nos afeta. 

Os órgãos reguladores responsáveis por impedir a criação de monopólios não veem na Amazon o que os investidores dizem ver. A aquisição do Whole Foods, que requer aprovação federal, será, portanto, um novo teste: caso os órgãos reguladores analisem a aquisição sob uma ótica tradicional, eles podem aprovar a transação com base na ideia de que lojas físicas e vendas digitais são dois mercados diferentes, alegando também que a compra daria à Amazon apenas uma parcela modesta da indústria de alimentos. 

Porém, essa ideia de comércio é ultrapassada. Vivemos em um mundo onde os limites entre vendas digitais e físicas se confundem a cada dia, e onde muito do comércio depende, de certa forma, da internet.

A compra do Whole Foods aumentaria ainda mais o controle da Amazon sobre o comércio. Além disso, ao permitir que a Amazon analisasse seus clientes tanto online quanto offline, a aquisição forneceria à empresa um novo fluxo de dados monetizáveis. Corroborando com essa teoria, a empresa recentemente registrou patentes de tecnologias que rastreariam os movimentos digitais de seus clientes e impediriam nossos telefones de acessar sites de concorrentes enquanto estivéssemos em suas lojas.

A compra também daria à Amazon acesso a armazéns de alimentos in natura, o que garantiria sua dianteira na corrida dos supermercados digitais. As 460 unidades do Whole Foods espalhadas pelos Estados Unidos também serviriam como centros de entregas de produtos Amazon. Esse detalhe não deve ser ignorado, visto que o controle da infraestrutura necessária para a entrega rápida de produtos é um fator essencial na manutenção do monopólio do comércio digital. Caso a Amazon consiga enfraquecer empresas de entrega como a UPS e a FedEx, outros comerciantes digitais, agora obrigados a delegar a entrega de seus produtos a seu maior concorrente, seriam também prejudicados. 

O plano de Jeff Bezos é naturalizar a presença da Amazon a ponto que não notemos o rastejante monopólio da empresa sobre o comércio e toda sua infraestrutura de distribuição — e muito menos como essa hegemonia nos afeta. A Amazon tem o poder inigualável de controlar todas nossas escolhas. Ao pedir uma caixa de pilhas à Alexa, você não é convocado a escolher entre Duracell ou Energizer; você receberá, sem falta, uma caixa de pilhas produzidas pela Amazon. Navegue pela lista de mais vendidos do Kindle e você verá vários livros publicados pela Amazon. Dê uma olhada na lista de “clientes que compraram este item também compraram…” e saiba que o algoritmo da Amazon irá favorecer seus próprios produtos, mesmo que eles não sejam a melhor opção.

A tentativa da Amazon de comprar o Whole Foods é um alerta. Nossas políticas antimonopólio caíram em desuso e os grandes monopólios tecnológicos aproveitaram essa abertura para subir ao poder. Como o Senador John Sherman, co-autor da Lei Sherman Antitruste, declarou durante a votação da lei em 1890, “assim como não aceitamos um rei como representante político, não deveríamos nos subjugar a um rei que controle a produção, transporte e venda de qualquer produto de primeira necessidade”.

Fonte: https://motherboard.vice.com/pt_br/article/43dgbn/como-funciona-o-monopolio-trilionario-da-amazon-que-muitos-fingem-nao-ver?utm_source=MBfacebr

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Coca-Cola distribui a “Coca que é Fanta”

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Em uma ação interna realizada nesta quarta-feira, 28, a Coca-Cola distribuiu, em sua sede no Rio de Janeiro, latas de Coca-Cola personalizadas com os dizeres: “Essa Coca-Cola é Fanta e daí?” e com Fanta no lugar de Coca-Cola. A ação começou a circular nas redes sociais dos funcionários gerando dúvidas se o produto estava sendo comercializado. A empresa, no entanto, afirma que não haverá comercialização da “Coca-Cola que é Fanta”.

O produto foi distribuído nas geladeiras dos 13 andares da sede da empresa, em Botafogo (RJ). “Acreditamos que ações como essa geram orgulho e empatia e ajudam na cultura positiva do nosso dia a dia”, afirma Marina Peixoto, diretora de comunicação da Coca-Cola Brasil.

E-mail enviado aos funcionários da Coca-Cola:

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Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2017/06/28/coca-cola-distribui-a-coca-que-e-fanta.html

O impacto dos makers nas relações de consumo

Impressão 3D, drones e internet das coisas ampliam as possibilidades de marcas e consumidores incentivando a cocriação

Faça você mesmo. Muito comum, a frase é utilizada com frequência em campanhas publicitárias. Sobretudo de redes de material de construção e decoração. Fora do Brasil, a sueca Ikea incorporou este conceito e se propõe a oferecer a seus clientes móveis acessíveis com bom design e que permitam a customização por parte dos consumidores.

Apesar de sua popularidade, no entanto, o “do it yourself” vem photo-255x1024ganhando um novo significado e inspirando uma nova fase, aquela que foi batizada de a “era dos makers”. O conceito foi popularizado em 2006 após uma feira realizada na Califórnia, a Make Faire. Considerada por muitos como capaz de trazer disrupção nas relações de consumo, a era dos makers vem sendo impulsionada, sobretudo, por tecnologias de impressão 3D, a customização de drones e a montagem de sistemas de internet das coisas. Em 2016, os Estados Unidos lançaram um manifesto chamado de “nação de fazedores” com o objetivo de gerar novos empregos e indústrias nas próximas décadas.

“Alguns anos atrás, se desejássemos construir algo, deveríamos esperar ou até adaptar alguns produtos existentes no mercado, ou seja, dependíamos de uma grande empresa decidir fazer algo e só então poderíamos consumir um produto dentro do leque de opções restrito ao portfólio oferecido”, lembra Rafael Arevalo, um dos responsáveis pelo Projeto Tato, que utiliza esculturas digitais 3D para que deficientes visuais tenham acesso à arte.

De acordo com Arevalo, o movimento maker está diretamente ligado ao mundo da impressão 3D, que permite a produção sem limites. “Grandes empresas que, na verdade, são enormes centros de distribuição, deixarão esta função para se tornarem grandes centros de impressão”, explica.

Heloisa Neves, fundadora do WeFab, espaço de conexão entre makers e empresas, aborda outro aspecto da cultura maker, aquele utilizado nos processos de cocriação. Ela explica que a integração entre prototipagem, agilidade e colaboração estão se integrando a outras metodologias, como lean startup e design thinking, e proporcionando novas maneiras de se desenvolver produtos e processos a empresas. Fiat, Itaú, Natura, Decathlon, Red Bull e algumas outras já desenvolvem projetos makers.

“O que vemos durante nossas maratonas de produtos e que envolve também a presença de consumidores é que as empresas passam a entender melhor o consumidor e codesenhar com eles as soluções. Do lado do consumidor, há um impacto positivo no sentido de participar do processo, colaborar, decidir juntamente com a empresa o que faz sentido”, diz Heloisa.

Ainda segundo Heloisa, o termo prosumers, que remete a consumidores que fabricam ou codesenham seus próprios objetos, faz cada vez mais sentido. “O fato ainda é recente, mas vemos cada vez mais o fator personalização como um caminho a ser também incorporado por empresas em seus processos a fim de que o consumidor seja tratado como um parceiro do processo e não somente alguém que escolhe uma marca ou produto desenhado para um consumidor mediano”, diz.

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Impressão 3D é uma das tecnologias centrais do movimento maker (crédito: reprodução)

 

Carlos Candido, diretor do Mirante Lab, empresa que testa novas tecnologias com foco em drones, explica que as aeronaves não tripuladas representam outra vertente do movimento maker. “Na primeira fase, os drones baratearam produções audiovisuais substituindo o helicóptero. Agora, vivemos uma fase em que as pessoas começam a construir suas próprias aeronaves e, em seguida, assistiremos ao uso cada vez maior dos drones em diversas funções cotidianas”, projeta.

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A cultura maker não afeta somente as relações de consumo, também influencia a educação e, por consequência, os futuros consumidores. Sobretudo, por que permite que alunos tomem conta de seus processos de aprendizagem e proponham resoluções. “O movimento maker é filho da revolução open-source e de outros movimentos como o free software e correntes artístico-políticas das décadas de 1960 e 1970. Todas elas buscavam a quebra de hierarquias e monopólios. O espírito dessas revoluções está presente nas muitas tendências atuais, uma vez que foram responsáveis por uma mudança de visão e de padrões para algo além do seu tempo”, explica Juliana Caetano, consultora em tecnologias educacionais.

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O uso de drones para diversas tarefas tende a ser cada vez maior (crédito: reprodução)

A consultora ressalta que, na educação, o movimento maker popularizou a ideia de quebra de hierarquia. “Existente há muitos anos em outras esferas, o movimento trouxe este debate para dentro da escola. Dessa forma, muda-se o foco para a relação aluno-professor e aluno-conhecimento, incentivando a ideia de integração, ação e não mais de uma relação de poder de um sobre o outro”, comenta.

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Tudo na palma da mão

Ainda que o conceito de maker seja mais profundo do que apenas fazer impressão 3D ou usar seu próprio drone, algumas marcas já utilizam, há algum tempo, esses elementos em suas ações. Em 2014, durante o SXSW, a Oreo instalou em Austin, no Texas, uma máquina de imprimir biscoitos conectada a uma conta do Twitter. A opção de variação dos biscoitos era de mais de 16.830 possibilidades.

Em outubro do ano passado, a Nasa anunciou a criação de uma impressora que imprime comida em 3D, a BeeHex, e que promete transformar a dieta dos astronautas em uma experiência: em vez de se contentar com alimentos desidratados, eles poderiam saborear uma pizza, por exemplo. Em abril deste ano, a Adidas lançou um modelo feito com a sola feita em uma impressora 3D, e o objetivo, segundo a marca, é que o produto entre em escala de produção em massa já no próximo ano.

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Um estudo da consultoria estadunidense Wohler Associates aponta que os negócios com impressoras 3D movimentaram US$ 5,1 bilhões no mundo em 2016, alta de 30% na comparação com 2015. A estimativa é de que, até 2020, o total deste mercado seja de R$ 21 bilhões. A Faber-Castell é outra empresa que investe no conceito de makers por meio da plataforma digital Inspirarte. “Queremos inspirar momentos de criatividade lembrando às pessoas que o mundo pode ser mais colorido. Com o passar do tempo, as pessoas não priorizam esses momentos devido à rotina cada vez mais corrida. O universo digital é muito amplo e pode nos ajudar a estimular constantemente a imaginação”, diz Eduardo Ruschel, diretor de marketing e inovação da Faber-Castell.

 

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2017/06/27/o-impacto-dos-makers-nas-relacoes-de-consumo.html

O potencial esquecido da Geração X

Estudo “O X da Questão”, feito pelo Grupo Abril, mostra que campanhas de Marketing passaram a dialogar com jovens, desperdiçando uma parcela importante da economia

As transformações cada vez mais rápidas no mercado forçam as empresas a agirem de maneira ágil para não serem engolidas pela concorrência. No campo digital, principalmente, tudo passou a ser voltado aos jovens, deixando de lado uma parcela importante da economia que é o público adulto que possui de 35 a 54 anos. Os pertencentes a Geração X não encontram representatividade na publicidade atualmente, segundo estudo “O X da Questão”, promovido pelo setor de Pesquisa e Inteligência de Mercado do grupo Abril, com apoio da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner).

Esse público é o que gasta mais dinheiro e é responsável pela maior parte das decisões de consumo da família, no entanto, o painel mostra que há um abismo entre a propaganda e a realidade de consumo, já que se direciona aos millenials (jovens entre 19 e 35 anos). O gasto per capita mensal do X é bem superior. Por exemplo, é 66% superior nos gastos com Vestuário, 38% maior nos gastos com Beleza e 47% maior nos gastos com Lazer e Cultura. Uma pesquisa realizada pelo TD Bank verificou, que nos EUA, os millennials só gastam mais que os X em duas categorias: cafeína e fast-food.

O desafio das empresas passa a ser de atuar de maneira transversal entre várias gerações e gêneros, especialmente em uma sociedade tão diversificada quanto a brasileira. A Geração X é justamente a que, neste momento, tem mais condições de arcar com consumo de produtos e experiências mais custosos, luxuosos e abrangentes que qualquer outra geração antes dela. Além de ser a primeira a contar com estimativa de vida mais longa e de melhor qualidade que qualquer outra na história da humanidade. Apesar disso, são os jovens que vem recebendo estímulos para aumentar o consumo, com campanhas cada vez mais descoladas e voltadas à linguagem deles.

O estudo mostra que esse nicho dita rumos, influencia consumo e paga a conta de tudo que é direcionado aos jovens. Nas 18 categorias avaliadas, a Geração X apresentou, no comparativo com os Millennials, maior percentual de participação no pagamento de todas elas. Nos itens pessoais, nos produtos e serviços consumidos no lar e também nos itens dos demais familiares, a Geração X é destaque. É de fato quem está bancando boa parte dos custos de seus filhos Millennials e, em muitos casos, também de seus pais.

Se a justificativa do mercado é de que os avanços nos campos digitais fomentam mais ações aos jovens, essa teoria é rebatida: A Geração X não é destaque apenas no consumo `off-line´, já que o e-commerce se sustenta, em grande parcela, pelos consumidores maduros. A idade média do compradores on-line é de 43 anos e, a cada 10 compras, 7 são realizadas por pessoas com mais de 35 anos, segundo dados do relatório Webshoppers, do eBit.

Na prática
Insistir em símbolos voltados aos Millenials, como uso de influenciadores, celebridades e música não funciona com a Geração X. Um exemplo citado no estudo foi o case do Rock In Rio, que fez dois comerciais, cada um direcionado a uma geração de fãs do festival. Dessa forma eles conseguiram atrair e engajar por meio de uma estética e uma simbologia própria. Para conversar com o X, a linguagem, o tom mais sério e a presença de Fernanda Montenegro funcionaram. Para os Millennials, prevaleceu uma maior velocidade, a atmosfera da sala de aula e uma música apropriada.

O engajamento é mais efetivo quando a pessoa se enxerga na comunicação e o aspiracional, por outro lado, é menos importante do que prega o senso comum. Ao ser confrontadas com imagens de 24 mulheres de idade, cor, tipo físico e padrões de beleza distintos, as mulheres da Geração X avaliaram quais elas costumam ver em propagandas de produtos e serviços feitos para elas. A resposta foi bastante clara: a grande maioria vê na propaganda as jovens brancas de cabelo liso e dentro de um padrão estético bem definido. Quando perguntadas sobre quem elas gostariam de ver na propaganda, o oposto: mulheres mais velhas, de tons de pele e pesos diversos. Ou seja, diversidade.

As campanhas também precisam falar com a razão, já que o fator emocional pesa menos para esse nicho. Além disso, comunicações que englobem a família recebem maior atenção. Conteúdo e mais informações sobre os produtos também são pontos que esse grupo busca em uma publicidade. Outro fator é em relação a tradição. Esse nicho, tem uma aceitação aos novos conceitos da sustentabilidade à diversidade de gêneros diferente dos jovens e ela ocorre de maneira mais gradual do que nas gerações que a sucedem. Não é um problema abordar temas difíceis, como a homossexualidade, mas ao fazê-lo é preciso ter cautela.

 

Fonte: https://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/37460/o-potencial-esquecido-da-geracao-x.html

Com um único episódio de Twin Peaks, David Lynch revoluciona mais uma vez a cultura contemporânea

Fonte: Com um único episódio de Twin Peaks, David Lynch revoluciona mais uma vez a cultura contemporânea – sem spoilers! – Blog do Matias – UOL

Quando o Menos é Mais

O eterno conflito de como saber ser minimalista. Como ser simples sem ser simplório?

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Nós designers estamos cansados de saber que uma coisa não sai de moda nunca no que diz respeito a qualidade no trabalho de criação. O famoso menos é mais. Mas o que faz dessa frase singela algo tão emblemático e que nos chama tanto a atenção? O que nos fascina na criação é o poder de expressar tudo o que sentimos, conhecemos e nossa carga de experiência em determinado job. Isso, evidentemente, sem deixar de lado o principal foco do trabalho: transmitir aquilo o que o cliente quer vender. Seja este um conceito, um produto ou um serviço.

Embora saibamos o que fazer, a empolgação do criativo naquele trabalho pode usar vários elementos. Ou apenas seguir uma tendência de mercado. Sem que nós mesmos percebamos, somos sujeitos a criar trabalhos poluídos e essa poluição visual num montante traz cansaço aos olhos e ao cérebro que absorve diariamente uma dose excessiva de informação. E é em meio a este caos visual que o clean se destaca.

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Menos = Mais
Design = Solução & Praticidade

Na maioria dos casos, o design minimalista busca a rápida identificação e compreensão do que é visto e, principalmente no caso dos produtos, busca-se a praticidade. Dispensando apresentações, falemos do ícone Steve Jobs (e de sua equipe, claro!). Voltando um pouco à história recente do design, analisemos como eram os microcomputadores da época. Sim, estranhou o nome “microcomputadores”? Rsrsrs… é que sou dessa época onde os computadores preenchiam uma sala e depois diminuíram este caixote tecnológico para os de mesa, batizando-os assim de MicroComputadores. Então, analisemos como eram os PC’s e como o velho Jobs apresentou ao mundo uma solução de praticidade e design. A qualidade do video não é das melhores, mas vale a visualiação:

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Neste exemplo não temos apenas o início da eterna briga Mac x PC. O que vemos aqui vai além disso. Os engenheiros da Apple tinham um produto, o computador. Daí identificaram as coisas boas e ruins dele. Identificaram o que poderia ser melhorado e o que poderia encantar o consumidor final, ou seja, o usuário.

Eles queriam criar um modelo de computador que fugisse dos longos metros de fios e das várias tomadas e conexão. Queriam um produto que fosse tão fácil de usar que até uma criança não teria dificuldade de montá-lo e ligá-lo.

Acredito que o mesmo conceito precisa ser usado em todos os projetos de design. O projeto deve ser pensado como o usuário.

E o que podemos ressaltar deste case da Apple:

  • Um design mais arrojado e jovial;
  • Ousaram em utilizar acrílico como material principal, fugindo dos bom e belho tom de PVC amarelado;
  • Criaram o conceito do computador All-in-one, ou seja, tudo junto na mesmo corpo;
  • Diminuíram a quantidade de fios e tomadas;
  • Fizeram um ótimo uso das saídas USB. Veja que bacana a conexão mouse > teclado > monitor;
  • Quem mais ousaria em um formato redondo e compacto?
  • Abusaram de um dos conceitos básicos do design: Praticidade. É fácil de montar. Fácil de ligar. Fácil e prazeroso de usar.

Este foi apenas o ponta pé inicial para o desenvolvimento de uma nova geração de computadores. Olha a evolução dos iMac’s desde o seu lançamento em maio de 1998:

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Saindo um pouco da tecnologia e indo para o design de produtos, podemos falar desse estudo minimalista da agência londrina Antrepo e seu estudo bem bacana. Ela pegou várias marcas mundiais e deu o seu toque de minimalismo. Alguns podem achar minimalista até demais. Mas, num mundo onde tem tanta informação, o menos sempre se destaca. Confira:

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Fonte: https://designcomcafe.com.br/quando-o-menos-e-mais/

DIVULGADA SELEÇÃO PARA O 27° CINE CEARÁ.

Foram escolhidos sete longas e 14 curtas para as mostras competitivas. O evento será em Fortaleza, de 5 a 11 de agosto

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O 27° Cine CearáFestival Ibero-americano de Cinema, que acontece de 5 a 11 de agosto em Fortaleza, acaba de divulgar a lista de filmes selecionados para as Mostras Competitivas Ibero-americana de Longa-metragem e Brasileira de Curta-metragem. Os filmes foram escolhidos dentre mais de mil inscritos, dos quais 260 longas de 17 países e 853 curtas de 25 estados do Brasil, sendo 97 do Ceará. Nesta edição participam sete longas e 14 curtas.

Dentre os destaques na Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem estão dois filmes brasileiros que fazem sua première mundial no festival cearense: “Malasartes e o Duelo com a Morte“, de Paulo Morelli, superprodução da O2 Filmes com o maior número de efeitos especiais da história do cinema no País, com Jesuíta Barbosa, Isis Valverde, Julio Andrade, Leandro Hassum e Vera Holtz no elenco; e “Pedro sob a cama“, de Paulo Pons (Vingança), com Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto.

Também estão na disputa cinco longas que serão exibidos no Brasil pela primeira vez: “Santa e Andrés” (Cuba/França), de Carlos Lechuga, que venceu 11 prêmios em festivais, incluindo melhor filme, atriz (Lola Amores) e roteiro no Festival de Guadalajara, no México, e o XI Prêmio Julio Alejandro de Roteiro, no SGAE; o chileno “Uma mulher fantástica“, de Sebastián Lelio (Glória), que conquistou o Urso de Prata de roteiro e o Prêmio Teddy no Festival de Berlim; o argentino “Ninguém está olhando“, de Julia Solomonoff, que venceu o prêmio de melhor ator (Guillermo Pfening) no Festival de Tribeca, em Nova York, “O homem que cuida” (República Dominicana/Porto Rico/Brasil), de Alejandro Andújar, que participou do Festival de Roterdã, e “Últimos dias em Havana” (Cuba/Espanha), de Fernando Pérez, premiado melhor filme latino-americano no Festival de Málaga.

Dentre os curtas brasileiros, destaque para “Vênus – Filó a fadinha Lésbica”, de Sávio Leite, exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim, na Alemanha; “Mehr Licht!”, de Mariana Kaufman e “Valentina”, de Estevão Meneguzzo, exibidos no Festival de Edimburgo, na Escócia. Além de cinco curtas cearenses: “A Balada do Sr. Watson“, “Caleidoscópio“, “Do Que Se Faz De Conta“, “Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma” e “Vando Vulgo Vedita“.

Na competitiva de longas serão agraciados com o troféu Mucuripe os vencedores nas categorias Melhor Filme, Direção, Fotografia, Edição, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator e Atriz. Concorrem ao troféu Mucuripe na competitiva de curtas os eleitos pelo júri nas categorias de Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense. Convidado do festival, o jornalista Rodrigo Fonseca assina a curadoria dos longas junto a Margarita Hernández, coordenadora geral do Cine Ceará, e Wolney Oliveira, diretor do festival. Na curadoria dos curtas estão a professora e cineasta Beatriz Furtado e o cineasta e programador de cinema Salomão Santana.

Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem:

Malasartes e o Duelo com a Morte Paulo Morelli. Ficção. 110min. Brasil. 2017 (Première Mundial)

Ninguém está olhando Julia Solomonoff. Ficção. 102min. Argentina. 2017 (Première Brasil)

O homem que cuida Alejandro Andújar. Ficção. 85 min. República Dominicana/Porto Rico/Brasil. 2017 (Première Brasil)

Pedro sob a cama Paulo Pons. Ficção. 100 min. Brasil. 2017 (Première Brasil)

Santa e Andrés Carlos Lechuga. Ficção. 105 min. Cuba/França. 2016 (Première Brasil)

Últimos dias em Havana Fernando Pérez. Ficção. 93 min. Cuba/Espanha. 2017 (Première Brasil)

Uma mulher fantástica Sebastián Lelio. Ficção. 100 min. Chile. 2017  (Première Brasil)

 

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem:

A Balada do Sr. Watson Firmino Holanda. Documentário. 21 min. Ceará. 2017

Algo do que Fica Benedito Ferreira. Ficção. 23min. Goiás. 2017

Caleidoscópio Natal Portela. Ficção. 18min. Ceará. 2017

Do Que Se Faz De Conta Amanda Pontes, Michelline Helena. Ficção. 16min. Ceará. 2016

Festejo Muito Pessoal Carlos Adriano. Experimental. 8 min. São Paulo. 2017

Fogo Selvagem Diogo Hayashi. Ficção. 18min. São Paulo. 2017

Manual Letícia Simões. Documentário. 07min. Rio de Janeiro. 2016

Mehr Licht! Mariana Kaufman. Experimental. 10min. Rio de Janeiro. 2017

Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma

Felipe Camilo. Documentário. 11min. Ceará. 2017

O Estacionamento William Biagioli. Ficção. 16 min. Paraná. 2016

Simbiose Júlia Morim. Documentário. 20min. Pernambuco. 2017

Valentina Estevão Meneguzzo. Ficção. 17min. Rio de Janeiro. 2017

Vando Vulgo Vedita Andréia Pires e Leonardo Mouramateus. Ficção. 08 min. Ceará. 2017

Vênus – Filó a fadinha Lésbica Sávio Leite. Animação. 06 min. Minas Gerais. 2017

SERVIÇO

27° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema – De 5 a 11 de agosto de 2017 em Fortaleza. Informações: www.cineceara.com. E-mail: contatos@cineceara.com. Tel: (85) 3055-3465.

Fonte: http://www.planetatela.com.br/noticia/divulgada-selecao-para-o-27-cine-ceara/